The Japan Times - Deputados argentinos mantêm veto de Milei à lei de orçamento universitário

EUR -
AED 4.339975
AFN 76.814055
ALL 96.797455
AMD 444.535927
ANG 2.115423
AOA 1083.663344
ARS 1692.015434
AUD 1.685082
AWG 2.130101
AZN 2.013663
BAM 1.954639
BBD 2.37329
BDT 144.104396
BGN 1.984592
BHD 0.444336
BIF 3491.925652
BMD 1.181748
BND 1.500509
BOB 8.142163
BRL 6.165657
BSD 1.1783
BTN 106.731597
BWP 15.599733
BYN 3.385189
BYR 23162.260663
BZD 2.369792
CAD 1.617282
CDF 2599.846012
CHF 0.916635
CLF 0.025765
CLP 1017.355497
CNY 8.200091
CNH 8.189295
COP 4354.327742
CRC 584.152989
CUC 1.181748
CUP 31.316322
CVE 110.877553
CZK 24.230684
DJF 209.825355
DKK 7.471252
DOP 74.365824
DZD 153.099053
EGP 55.224195
ERN 17.72622
ETB 183.179684
FJD 2.611077
FKP 0.872136
GBP 0.867943
GEL 3.184858
GGP 0.872136
GHS 12.949308
GIP 0.872136
GMD 86.268024
GNF 10342.855918
GTQ 9.037631
GYD 246.523555
HKD 9.234002
HNL 31.26319
HRK 7.534948
HTG 154.358305
HUF 377.809361
IDR 19918.953296
ILS 3.676034
IMP 0.872136
INR 107.038538
IQD 1548.680745
IRR 49781.134392
ISK 145.012752
JEP 0.872136
JMD 184.420447
JOD 0.837906
JPY 185.77138
KES 151.999706
KGS 103.344316
KHR 4765.99007
KMF 495.152823
KPW 1063.575845
KRW 1729.84719
KWD 0.363045
KYD 0.981917
KZT 582.993678
LAK 25320.958308
LBP 105522.815101
LKR 364.543446
LRD 221.518409
LSL 19.009707
LTL 3.489395
LVL 0.714828
LYD 7.461568
MAD 10.854401
MDL 20.090066
MGA 5230.892634
MKD 61.603405
MMK 2481.679614
MNT 4231.489931
MOP 9.482267
MRU 47.093105
MUR 54.43176
MVR 18.258453
MWK 2052.696671
MXN 20.401229
MYR 4.664955
MZN 75.33688
NAD 19.009707
NGN 1615.426317
NIO 43.36424
NOK 11.451852
NPR 170.770555
NZD 1.964016
OMR 0.453131
PAB 1.1783
PEN 3.979541
PGK 5.052998
PHP 69.145302
PKR 329.485672
PLN 4.218238
PYG 7785.375166
QAR 4.303159
RON 5.093811
RSD 117.646603
RUB 90.749791
RWF 1719.778381
SAR 4.431245
SBD 9.522701
SCR 16.161135
SDG 710.825762
SEK 10.663153
SGD 1.504252
SHP 0.886617
SLE 28.894177
SLL 24780.663673
SOS 672.200685
SRD 44.691391
STD 24459.797516
STN 24.485455
SVC 10.309876
SYP 13069.630436
SZL 19.00571
THB 37.266468
TJS 11.040741
TMT 4.142027
TND 3.365032
TOP 2.845365
TRY 51.538989
TTD 7.97926
TWD 37.331853
TZS 3045.890616
UAH 50.612034
UGX 4192.509477
USD 1.181748
UYU 45.542946
UZS 14469.404578
VES 446.683163
VND 30666.360419
VUV 141.795603
WST 3.221816
XAF 655.567566
XAG 0.015204
XAU 0.000238
XCD 3.193733
XCG 2.123638
XDR 0.815316
XOF 655.567566
XPF 119.331742
YER 281.732962
ZAR 18.960639
ZMK 10637.154271
ZMW 21.945963
ZWL 380.522372
Deputados argentinos mantêm veto de Milei à lei de orçamento universitário
Deputados argentinos mantêm veto de Milei à lei de orçamento universitário / foto: Juan Mabromata - AFP

Deputados argentinos mantêm veto de Milei à lei de orçamento universitário

Os deputados argentinos ratificaram nesta quarta-feira (9) o veto do presidente Javier Milei a uma lei que destinava mais recursos às universidades públicas. A votação, uma vitória legislativa para o governo, foi repudiada por centenas de pessoas do lado de fora do Congresso.

Tamanho do texto:

Por uma pequena margem, o governo conseguiu ratificar o veto a uma lei aprovada em 13 de setembro pelo Legislativo, que estabelecia, entre outras coisas, aumentos salariais para os professores.

O presidente ultraliberal, que chegou ao poder prometendo reduzir drasticamente os gastos públicos, alcança uma nova vitória legislativa, após a ratificação, em setembro, do veto a uma lei que teria aumentado as aposentadorias.

Os sindicatos de docentes e não docentes da Universidade de Buenos Aires (UBA) anunciaram uma paralisação nacional para quinta-feira devido à "vergonhosa" votação dos deputados, que "colocaram em jogo o futuro de todo um país".

Centenas de manifestantes, muitos deles universitários, se concentraram em repúdio ao veto de Milei nas proximidades do Congresso, onde houve momentos de tensão com a presença de vários agentes policiais.

"Deputados, estamos observando vocês" e "nosso futuro não se veta", diziam alguns cartazes exibidos pelos universitários.

"A educação significa muito para mim, significa igualdade de oportunidades e é importante hoje defender essas coisas, quando há tanto individualismo na sociedade argentina", disse à AFP Camila Flores, de 20 anos e estudante de psicologia na UBA.

A mobilização coincidiu com a dos aposentados, que ocorre todas as quartas-feiras, e alguns cartazes faziam menção a ambos os setores: "Estudantes e aposentados, em frente!".

A oposição precisava de dois terços de cada câmara para rejeitar o veto, mas ficou a seis votos de alcançar esse número na Câmara dos Deputados.

A universidade pública, berço de cinco prêmios Nobel, concentra 80% das matrículas no ensino superior na Argentina.

"A educação universitária pública não está em perigo, não tenham medo", disse o deputado governista José Luis Espert ao encerrar a sessão.

"Queremos melhores professores, universitários graduados, melhores pesquisas. O que não queremos são esquemas (acordos) que sejam feitos atrás das universidades com o dinheiro de todos os contribuintes", acrescentou.

Segundo o Congresso, a aplicação da lei orçamentária representaria 0,14% do PIB.

- Enfrentamento -

"O governo, com a cumplicidade de alguns parlamentares aliados e opositores, e utilizando recursos de todo tipo, provocou que a Câmara dos Deputados desse as costas a uma sociedade que, em todo o país, deixou claro que está a favor da educação pública universitária", escreveu na rede social X o senador opositor Martín Lousteau.

O veto acirrou os ânimos da sociedade argentina, que se mobilizou em marchas multitudinárias para apoiar os universitários e contra o ajuste que também afeta outras áreas sensíveis, como a saúde pública.

"Qual é o programa que vocês têm? Uma sociedade de destruição em massa do pouco que nos resta de bem-estar", disse durante a sessão o deputado Miguel Angel Pichetto, do aliado Encontro Federal, em um discurso crítico às políticas do governo.

O ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019), da força aliada PRO, manifestou em uma carta pública seu apoio ao veto.

Milei justifica o veto pela falta de prestação de contas das universidades. "Se estivessem limpas, qual seria o problema de serem auditadas?", disse nesta quarta-feira.

No entanto, até mesmo o PRO criticou o governo por ainda não ter nomeado as autoridades da Auditoria Geral da Nação, órgão encarregado de realizar esta fiscalização.

- "Acordaram o gigante" -

Na noite de terça-feira, o Ministério do Capital Humano anunciou um aumento salarial de 6,8% para os professores universitários como última tentativa de conciliação antes dos protestos.

Os sindicatos de professores rejeitaram a proposta “por considerá-la insuficiente”, já que a inflação em agosto foi de 236% ao ano.

O orçamento de 2025 enviado ao Congresso propõe alocar às universidades no próximo ano metade do que as instituições de ensino disseram precisar para funcionar.

Dezenas de estudantes de universidades públicas estão em vigília ou ocuparam suas instituições de ensino para pressionar o Congresso a rejeitar o veto presidencial.

"Eles acordaram o gigante adormecido", disse à AFP Ilana Yablonovsky, uma estudante de Letras de 27 anos. "Vamos aprofundar o plano de luta, este não é o fim, é o começo, vamos radicalizar as ações e coordenar com todos os setores", acrescentou, diretamente da ocupada faculdade de Filosofia e Letras da UBA.

K.Nakajima--JT