The Japan Times - Apagão global coloca ciberseguros à prova

EUR -
AED 4.237828
AFN 72.117878
ALL 95.257556
AMD 425.16713
ANG 2.066073
AOA 1059.311878
ARS 1663.980069
AUD 1.642611
AWG 2.079967
AZN 1.963684
BAM 1.950677
BBD 2.323318
BDT 141.798827
BGN 1.926978
BHD 0.435147
BIF 3445.648302
BMD 1.153934
BND 1.483118
BOB 7.971135
BRL 5.991243
BSD 1.153481
BTN 109.995077
BWP 15.603157
BYN 3.18606
BYR 22617.115447
BZD 2.320027
CAD 1.610212
CDF 2626.354951
CHF 0.921948
CLF 0.026884
CLP 1058.077182
CNY 7.81531
CNH 7.821356
COP 4127.265849
CRC 532.306634
CUC 1.153934
CUP 30.579263
CVE 110.37394
CZK 24.16027
DJF 205.077171
DKK 7.474282
DOP 67.216736
DZD 154.251025
EGP 59.681952
ERN 17.309017
ETB 182.581302
FJD 2.562658
FKP 0.864514
GBP 0.862738
GEL 3.057933
GGP 0.864514
GHS 13.512723
GIP 0.864514
GMD 84.236978
GNF 10128.657073
GTQ 8.792983
GYD 241.338273
HKD 9.043425
HNL 30.764389
HRK 7.537504
HTG 150.8252
HUF 355.983004
IDR 20720.047192
ILS 3.398983
IMP 0.864514
INR 110.039824
IQD 1511.654145
IRR 1586861.822829
ISK 143.410689
JEP 0.864514
JMD 182.151621
JOD 0.818118
JPY 185.06688
KES 149.272572
KGS 100.91122
KHR 4630.161962
KMF 492.729741
KPW 1038.373982
KRW 1754.620785
KWD 0.356935
KYD 0.961284
KZT 563.285544
LAK 25389.456653
LBP 103334.831036
LKR 389.320914
LRD 210.591104
LSL 19.062663
LTL 3.407269
LVL 0.698003
LYD 7.350858
MAD 10.681987
MDL 20.059492
MGA 4852.294488
MKD 61.643518
MMK 2422.308258
MNT 4129.559835
MOP 9.310728
MRU 46.301649
MUR 55.250239
MVR 17.839806
MWK 2003.230131
MXN 20.131252
MYR 4.69616
MZN 73.735767
NAD 19.051268
NGN 1569.166658
NIO 42.267968
NOK 10.978077
NPR 175.992323
NZD 1.985933
OMR 0.443682
PAB 1.15358
PEN 3.958861
PGK 5.053944
PHP 70.999299
PKR 321.197524
PLN 4.242227
PYG 7104.203521
QAR 4.206664
RON 5.238557
RSD 117.39897
RUB 83.060939
RWF 1687.052183
SAR 4.332907
SBD 9.284064
SCR 15.421802
SDG 692.940032
SEK 10.941549
SGD 1.485177
SHP 0.861529
SLE 28.444277
SLL 24197.431121
SOS 659.467143
SRD 43.242527
STD 23884.11357
STN 24.751894
SVC 10.093579
SYP 127.546797
SZL 19.062958
THB 38.006562
TJS 10.762428
TMT 4.05031
TND 3.356507
TOP 2.778397
TRY 53.224419
TTD 7.824519
TWD 36.413441
TZS 3011.7666
UAH 51.819608
UGX 4351.609229
USD 1.153934
UYU 46.697764
UZS 13876.061694
VES 654.249908
VND 30383.094373
VUV 137.646654
WST 3.169111
XAF 654.24445
XAG 0.017754
XAU 0.000273
XCD 3.118566
XCG 2.078958
XDR 0.817454
XOF 657.16547
XPF 119.331742
YER 275.386783
ZAR 19.069571
ZMK 10386.795916
ZMW 20.487372
ZWL 371.566426
Apagão global coloca ciberseguros à prova
Apagão global coloca ciberseguros à prova / foto: Giuseppe CACACE - AFP

Apagão global coloca ciberseguros à prova

As empresas afetadas nesta sexta-feira (19) por um apagão cibernético global sem precedentes, como as companhias aéreas, não necessariamente estão cobertas por seus seguros cibernéticos e podem ter que arcar com os custos diretamente de seus próprios bolsos, alertam alguns especialistas.

Tamanho do texto:

- Como são cobertas as falhas informáticas? -

O incidente, causado por uma atualização corrompida de um programa antivírus do grupo de cibersegurança americano CrowdStrike Falcon nos sistemas operacionais Windows, foi desencadeado na quinta-feira por volta das 16h de Brasília e não parece ser resultado de um ciberataque deliberadamente malicioso.

Os seguros cibernéticos, promovidos nos últimos anos pelas grandes seguradoras mundiais, "não estão destinados para serem aplicados" neste caso, segundo François-Pierre Lani, advogado do Derriennic Associés, ouvido pela AFP.

No entanto, como é comum em questões de seguro, as coberturas dependem de cada contrato e precisam ser analisadas caso a caso, apontam vários especialistas.

Os seguros cibernéticos, que cobrem principalmente os riscos e custos associados a ataques, podem incluir opções nas quais falhas informáticas se enquadram como sinistros cobertos.

Essas opções "não são obrigatórias e geralmente não são contratadas pelas empresas", adverte Quentin Charluteau, advogado especialista em direito de seguros do escritório Simmons & Simmons.

- O que o seguro cobre? -

As indenizações para as empresas afetadas podem ser de vários tipos: custos operacionais adicionais ou compensações diretas pelos lucros cessantes.

Para as companhias aéreas que precisaram cancelar voos, como a Transavia France e as americanas Delta, United e American Airlines, o primeiro nível cobre o pagamento dos custos adicionais de operação. O mesmo se aplica ao operador ferroviário britânico Govia Thameslink Railway, que relatou possíveis cancelamentos de última hora.

Nesses casos, o seguro cobre os custos de realocação e restauração para os clientes afetados pelo atraso ou cancelamento de seus trajetos, especialmente no hemisfério norte, onde muitas pessoas estão começando ou encerrando suas férias de verão.

Se o incidente, que está sendo corrigido, persistir, a empresa segurada também pode solicitar compensações por perdas operacionais. A seguradora terá que compensar a perda de receitas devido à paralisação ou redução da atividade.

- Quanto vai custar? -

Os seguros cibernéticos "são relativamente caros e as empresas geralmente têm que pagar uma franquia alta", explica uma fonte de uma importante corretora internacional à AFP.

Como exemplo, a associação francesa de gestores de risco, Amrae, menciona o caso de uma "grande empresa" que, por um contrato de seguro com uma premiação anual de 950.000 euros (5,74 milhões) está sujeita a uma franquia de 7,5 milhões de euros (R$ 45,3 milhões).

Os contratos também estabelecem limites máximos de cobertura: acima da soma fixada no contrato, mais uma vez a empresa deve pagar do seu próprio bolso.

Alguns grandes grupos contratam coberturas superiores a 100 milhões de euros (R$ 604,5 milhões), de acordo com a Amrae.

No entanto, esse valor "é facilmente ultrapassado em caso de um grande incidente", como a falha ocorrida nesta sexta-feira, afirma um corretor.

- Outras possíveis soluções -

Assim que a crise informática acontece, as empresas afetadas começam "a considerar suas opções contratuais" com os provedores de serviços de TI que falharam, observa a advogada Sonia Cissé, sócia do escritório internacional Linklaters.

Os contratos entre as empresas afetadas e seus provedores de serviços de TI com falhas podem incluir cláusulas de responsabilidade quanto à continuidade do serviço, prevendo indenizações.

No caso da falha global desta semana, parece ser possível "exigir indenizações por meio de uma ação de responsabilidade" contra a CrowdStrike, explica Philippe Cotelle, administrador da Amrae e presidente de sua comissão cibernética, à AFP.

Todos os especialistas ouvidos pela AFP nesta sexta-feira concordam em um ponto: dada a magnitude do apagão e suas possíveis consequências financeiras, é esperada uma enxurrada de reclamações.

K.Okada--JT