The Japan Times - Banco Central interrompe ciclo de cortes e mantém Selic em 10,50%

EUR -
AED 4.251055
AFN 74.082723
ALL 95.018841
AMD 426.494799
ANG 2.072456
AOA 1062.618368
ARS 1653.343639
AUD 1.642361
AWG 2.08533
AZN 1.972406
BAM 1.955776
BBD 2.331072
BDT 142.358264
BGN 1.957255
BHD 0.436195
BIF 3438.058076
BMD 1.157536
BND 1.485982
BOB 7.997902
BRL 5.858873
BSD 1.157386
BTN 110.026658
BWP 15.58081
BYN 3.202261
BYR 22687.703345
BZD 2.327772
CAD 1.619914
CDF 2656.545275
CHF 0.922472
CLF 0.026526
CLP 1047.457227
CNY 7.838259
CNH 7.828948
COP 4043.150698
CRC 526.49358
CUC 1.157536
CUP 30.674701
CVE 110.263655
CZK 24.163219
DJF 206.107487
DKK 7.47896
DOP 67.959171
DZD 154.092121
EGP 60.014268
ERN 17.363038
ETB 182.377176
FJD 2.564989
FKP 0.862967
GBP 0.863253
GEL 3.073304
GGP 0.862967
GHS 12.846843
GIP 0.862967
GMD 84.500531
GNF 10138.876366
GTQ 8.822892
GYD 242.147047
HKD 9.07051
HNL 30.948623
HRK 7.539962
HTG 151.328155
HUF 352.180742
IDR 20580.17776
ILS 3.380954
IMP 0.862967
INR 110.093821
IQD 1516.181512
IRR 1592627.583987
ISK 144.287295
JEP 0.862967
JMD 183.457763
JOD 0.820739
JPY 185.470863
KES 149.878172
KGS 101.226958
KHR 4649.943298
KMF 493.110692
KPW 1041.782702
KRW 1757.40615
KWD 0.357077
KYD 0.964588
KZT 565.963099
LAK 25485.689227
LBP 103649.83609
LKR 388.015269
LRD 210.647431
LSL 18.85217
LTL 3.417903
LVL 0.700182
LYD 7.37691
MAD 10.719669
MDL 20.213754
MGA 4829.941104
MKD 61.644248
MMK 2429.962366
MNT 4141.780268
MOP 9.341386
MRU 45.90344
MUR 54.694009
MVR 17.895943
MWK 2006.975527
MXN 19.936129
MYR 4.696822
MZN 73.97086
NAD 18.85217
NGN 1574.831883
NIO 42.589481
NOK 11.012222
NPR 176.042853
NZD 1.985142
OMR 0.444785
PAB 1.157386
PEN 3.936152
PGK 5.067938
PHP 70.344658
PKR 322.017173
PLN 4.248099
PYG 7086.913582
QAR 4.231048
RON 5.239128
RSD 117.358569
RUB 83.873777
RWF 1699.679274
SAR 4.345163
SBD 9.313039
SCR 16.281001
SDG 695.104554
SEK 10.971924
SGD 1.486859
SHP 0.864217
SLE 28.533689
SLL 24272.952982
SOS 661.491934
SRD 43.418597
STD 23958.655763
STN 24.499701
SVC 10.126877
SYP 127.94487
SZL 18.83677
THB 38.051721
TJS 10.786968
TMT 4.062951
TND 3.395559
TOP 2.787069
TRY 53.515782
TTD 7.861904
TWD 36.603025
TZS 3038.162953
UAH 51.861668
UGX 4339.947079
USD 1.157536
UYU 46.74943
UZS 13861.830968
VES 673.637084
VND 30454.769133
VUV 138.227647
WST 3.175673
XAF 655.949001
XAG 0.017014
XAU 0.000275
XCD 3.128299
XCG 2.085875
XDR 0.81579
XOF 655.949001
XPF 119.331742
YER 276.192216
ZAR 18.883861
ZMK 10419.216157
ZMW 20.219753
ZWL 372.726083
Banco Central interrompe ciclo de cortes e mantém Selic em 10,50%
Banco Central interrompe ciclo de cortes e mantém Selic em 10,50% / foto: EVARISTO SA - AFP

Banco Central interrompe ciclo de cortes e mantém Selic em 10,50%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve, nesta quarta-feira (19), a Selic, sua taxa básica de juros, em 10,50%, interrompendo um ciclo de sete cortes consecutivos que começou em agosto do ano passado.

Tamanho do texto:

A decisão, esperada pelo mercado, é uma má notícia para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desde que tomou posse em 2023 tem pressionado por uma queda acelerada da Selic no intuito de impulsionar o crescimento econômico.

Ao anunciar o fim do ciclo de cortes, o Copom explicou em comunicado que "o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas demandam maior cautela".

A decisão foi tomada por unanimidade pelos nove membros do Copom, após uma reunião de dois dias.

No nível definido nesta quarta-feira, o Brasil continua na segunda posição do ranking global das maiores taxas de juros reais (descontando a inflação projetada para 12 meses), atrás apenas da Rússia, segundo o site MoneYou.

Em sua última reunião em maio, o Copom já havia diminuído o ritmo dos cortes, ao reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual. Nas reuniões anteriores, os cortes haviam sido de 0,50.

A Selic manteve-se inalterada em 13,75% por um ano até agosto de 2023, quando o Banco Central começou um ciclo de sete reduções consecutivas, em meio à incessante pressão do governo e uma inflação que se moderava. Foi a primeira redução em três anos.

- Aumento da inflação -

O fim do ciclo de redução foi previsto pelo mercado, segundo a imensa maioria das 132 instituições financeiras e consultoras entrevistadas pelo jornal econômico Valor, que apontaram para o resultado que finalmente se concretizou com uma taxa sem alterações.

Há um mês, os agentes financeiros esperavam que novas reduções levariam a Selic a 10% ao final do ano.

Mas analistas explicam que as expectativas esfriaram devido às preocupações com a situação fiscal no Brasil e dúvidas sobre o compromisso do Banco Central na luta contra a inflação.

Para o especialista em investimentos e finanças pessoais Renan Diego, a instabilidade política no Brasil, o estancamento da taxa de juros nos Estados Unidos e os conflitos geopolíticos criam "uma perspectiva no mercado de que a inflação volte a subir em 2025".

"Portanto, o Banco Central não vai deixar a taxa Selic cair muito agora para depois ter que aumentá-la novamente", acrescentou.

A política de juros altos implementada para controlar os preços encarece o crédito e desestimula o consumo e o investimento, contribuindo assim para conter a inflação.

Em maio, a inflação no Brasil foi de 3,93% em 12 meses, a primeira alta após sete quedas consecutivas.

O aumento dos preços deveu-se em parte às inundações históricas que devastaram o sul do país, com forte impacto na produção de alguns alimentos.

Apesar desse aumento, a inflação em 12 meses manteve-se dentro da margem de tolerância - entre 1,5% e 4,5% - fixado pelo Banco Central.

Os analistas e agentes financeiros consultados na pesquisa Focus esperam que os preços continuem subindo e estimam que a inflação fechará em 3,96% no final deste ano.

Lula insiste que "a inflação está controlada" e que "não tem explicação a taxa de juros estar como está".

"Só temos uma coisa desajustada neste país: é o comportamento do Banco Central. Essa é uma coisa desajustada. Presidente que tem lado político, que trabalha para prejudicar o país", afirmou o presidente na terça-feira em entrevista à rádio CBN.

A economia do Brasil cresceu 0,8% no primeiro trimestre, após dois trimestres de estagnação.

T.Maeda--JT