The Japan Times - Arizona enfrenta crise habitacional e tem 3 mil despejos por mês

EUR -
AED 4.243603
AFN 75.680614
ALL 93.435737
AMD 423.112329
AOA 1060.75621
ARS 1732.118969
AUD 1.636952
AWG 2.079914
AZN 1.958749
BAM 1.960326
BBD 2.327073
BDT 143.024567
BHD 0.435697
BIF 3459.187047
BMD 1.155508
BND 1.480518
BOB 13.732063
BRL 5.903186
BSD 1.155368
BTN 109.941469
BWP 15.595008
BYN 3.440344
BYR 22647.956716
BZD 2.323635
CAD 1.610853
CDF 2611.447728
CHF 0.933883
CLF 0.026784
CLP 1057.407289
CNY 7.798581
CNH 7.792526
COP 3654.814015
CRC 525.224073
CUC 1.155508
CUP 30.620962
CVE 110.52354
CZK 24.260063
DJF 205.745052
DKK 7.475778
DOP 67.445728
DZD 153.610645
EGP 57.528581
ERN 17.33262
ETB 186.48005
FJD 2.554253
FKP 0.858821
GBP 0.856712
GEL 3.021621
GGP 0.858821
GHS 13.558658
GIP 0.858821
GMD 85.507793
GNF 10147.737864
GTQ 8.815354
GYD 241.718112
HKD 9.065451
HNL 30.967502
HRK 7.535417
HTG 151.068808
HUF 362.95604
IDR 20561.109276
ILS 3.46635
IMP 0.858821
INR 109.970331
IQD 1513.494564
IRR 1588650.168343
ISK 142.60075
JEP 0.858821
JMD 183.483652
JOD 0.81929
JPY 182.481304
KES 149.476942
KGS 101.049317
KHR 4692.835464
KMF 493.401928
KRW 1628.763599
KWD 0.356717
KYD 0.962823
KZT 541.490267
LAK 26085.892065
LBP 103461.84386
LKR 387.534794
LRD 208.545127
LSL 18.770139
LTL 3.411914
LVL 0.698955
LYD 7.349191
MAD 10.76839
MDL 20.09139
MGA 4930.319798
MKD 61.67427
MMK 2426.049949
MNT 4155.253063
MOP 9.336419
MRU 46.447652
MUR 54.38913
MVR 17.86473
MWK 2003.425785
MXN 19.809879
MYR 4.726256
MZN 73.847013
NAD 18.770139
NGN 1576.482821
NIO 42.517619
NOK 10.972802
NPR 175.906351
NZD 1.963747
OMR 0.444306
PAB 1.155353
PEN 3.912853
PGK 5.105944
PHP 70.259509
PKR 320.758912
PLN 4.298432
PYG 6870.070656
QAR 4.22358
RON 5.250745
RSD 117.339569
RUB 95.236935
RWF 1698.922706
SAR 4.338617
SBD 9.323041
SCR 16.746941
SDG 693.879389
SEK 10.95053
SGD 1.477612
SLE 28.426523
SOS 660.324648
SRD 43.755041
STD 23916.68255
STN 24.5567
SVC 10.109649
SZL 18.76633
THB 38.092505
TJS 10.658309
TMT 4.050056
TND 3.394237
TRY 55.121159
TTD 7.831251
TWD 37.273184
TZS 3059.20505
UAH 51.74765
UGX 4304.068193
USD 1.155508
UYU 46.508795
UZS 13818.3242
VES 871.49713
VND 30279.509274
VUV 137.517454
WST 3.152706
XAF 657.475069
XAG 0.018153
XAU 0.000266
XCD 3.122818
XCG 2.082308
XDR 0.818323
XOF 657.49503
XPF 119.331742
YER 273.682393
ZAR 18.68977
ZMK 10400.959762
ZMW 21.807068
ZWL 372.073103
Arizona enfrenta crise habitacional e tem 3 mil despejos por mês
Arizona enfrenta crise habitacional e tem 3 mil despejos por mês / foto: Frederic J. BROWN - AFP

Arizona enfrenta crise habitacional e tem 3 mil despejos por mês

Com colete à prova de balas e arma no cinto, Lennie McCloskey abre sua pasta e analisa as ordens judiciais: um, dois... onze despejos a serem executados. "É um dia devagar", diz o xerife do condado de Maricopa, Arizona.

Tamanho do texto:

Com a disparada do preço dos aluguéis devido à pandemia de covid-19 e a um mercado imobiliário inflacionado, não falta trabalho para oficiais como McCloskey neste estado no sul do território americano.

"Normalmente faço de 19 a 25 despejos por dia", disse McCloskey, um dos 26 xerifes do condado de Maricopa, o mais populoso do Arizona com 4,5 milhões de habitantes.

A média mensal é de 3 mil despejos em Maricopa, onde está localizada a cidade de Phoenix, uma das que mais cresce nos Estados Unidos e um local considerado fundamental para a disputa eleitoral entre Joe Biden e Donald Trump nas eleições presidenciais de novembro.

O aumento dos preços, a queda do poder de compra e o crescimento da população criam uma situação problemática.

"O que é particularmente dramático em Phoenix é o quão caro se tornou e a rapidez com que isso aconteceu", disse Glenn Farley, diretor do Common Sense Institute, que realiza pesquisas econômicas.

Para pagar uma hipoteca na região metropolitana de Phoenix, é preciso trabalhar cerca de 68 horas por semana, explica Farley, em comparação com 40 horas em 2019. "É um aumento de mais de 50%", enfatiza.

- "Não posso pagar" -

Em 19 anos executando ordens de despejo, McCloskey viu de quase tudo: casas transformadas em depósitos de drogas, pessoas sublocando a outras ou deixando menores sozinhos para evitar serem despejados, jogadores de beisebol abandonando todos os seus pertences no local.

Mas o que o xerife mais encontrou nos últimos anos são pessoas que não conseguem pagar um mês de aluguel, motivo suficiente para serem alvo de uma ordem de despejo.

"Tenho visto pessoas que trabalham, que para tentar se sustentar têm dois empregos, ou várias famílias que dividem o mesmo apartamento... os salários não acompanham o aluguel", descreve McCloskey, 68 anos.

Farley atribui números a essa percepção. "Os salários aumentaram muito, entre 20% e 30%. O problema é que só a inflação absorveu esse aumento e os custos da habitação aumentaram entre 40 e 60%".

Alex, um mecânico de cerca de 30 anos que McCloskey precisou despejar devido a um atraso de dois meses no pagamento do aluguel, sofre na pele essa realidade.

"Tenho dois empregos e isso não é suficiente", disse ele à AFP, enquanto tirava suas coisas da casa de dois quartos onde morava com sua esposa, filha e o cachorro Chester.

- "Problema sem fim" -

O Arizona está na mira de Biden e Trump na corrida pela Casa Branca. O presidente democrata venceu por cerca de 10 mil votos em 2020 neste estado que, com forte presença republicana, promete ser palco de uma batalha política.

Temas como o aborto e a migração têm impacto na população, assim como a situação econômica.

"Temos os custos de habitação mais elevados da história do estado. O aluguel baixou um pouco, mas ainda é historicamente muito alto, e um terceiro fator é a crise dos sem-teto", resumiu Farley.

O economista acredita que o aumento do número de pessoas em situação de rua, que chega a milhares em Phoenix, não é consequência exclusiva da situação imobiliária e exige soluções multidisciplinares.

Mas é inegável que existe uma crise habitacional, causada em parte pelo deslocamento durante a pandemia de milhares de pessoas de estados com custo de vida mais elevado, como a vizinha Califórnia, que procuravam mais espaço a um preço mais baixo.

A paralisação das atividades afetou a construção, setor que registra atualmente um déficit de cerca de 65 mil unidades, segundo estimativas do economista.

"Temos um aumento da procura, um aumento da população e um colapso da oferta. O resultado foi este rápido aumento dos preços", explica.

A situação jurídica local que rege o setor imobiliário, assim como o aumento dos preços das matérias-primas, acrescenta Farley, diminuíram a construção de habitações a preços acessíveis.

O paradoxo, afirma, é que o Estado precisa atrair migrantes para impulsionar o seu crescimento econômico, algo que considera inviável à medida que Phoenix perde a sua reputação como destino econômico.

"Isso torna tudo mais difícil para as pessoas", diz McCloskey. "Parece um problema sem fim."

Y.Hara--JT