The Japan Times - Direitos sexuais e reprodutivos das mulheres estão em perigo no mundo, alerta ONU

EUR -
AED 4.339986
AFN 76.813543
ALL 96.492973
AMD 444.537279
ANG 2.11543
AOA 1083.66658
ARS 1692.020096
AUD 1.684574
AWG 2.130107
AZN 2.013109
BAM 1.954645
BBD 2.373297
BDT 144.104834
BGN 1.984598
BHD 0.444237
BIF 3491.93627
BMD 1.181752
BND 1.500513
BOB 8.142188
BRL 6.165668
BSD 1.178304
BTN 106.731922
BWP 15.599781
BYN 3.385199
BYR 23162.33109
BZD 2.369799
CAD 1.613422
CDF 2599.85315
CHF 0.916638
CLF 0.025765
CLP 1017.357901
CNY 8.200115
CNH 8.190584
COP 4371.916203
CRC 584.154765
CUC 1.181752
CUP 31.316417
CVE 110.199872
CZK 24.182242
DJF 209.825993
DKK 7.471269
DOP 74.36605
DZD 153.099518
EGP 55.201487
ERN 17.726274
ETB 183.180241
FJD 2.61108
FKP 0.868127
GBP 0.867946
GEL 3.184845
GGP 0.868127
GHS 12.949347
GIP 0.868127
GMD 86.267993
GNF 10342.887366
GTQ 9.037659
GYD 246.524304
HKD 9.234029
HNL 31.125605
HRK 7.534968
HTG 154.358774
HUF 377.434945
IDR 19919.013862
ILS 3.676045
IMP 0.868127
INR 107.038864
IQD 1543.587741
IRR 49781.285756
ISK 145.012412
JEP 0.868127
JMD 184.421007
JOD 0.837872
JPY 185.771942
KES 152.000168
KGS 103.34418
KHR 4755.189689
KMF 495.154258
KPW 1063.564616
KRW 1729.846316
KWD 0.363046
KYD 0.98192
KZT 582.99545
LAK 25321.035298
LBP 105523.135953
LKR 364.544555
LRD 221.519082
LSL 19.009765
LTL 3.489405
LVL 0.71483
LYD 7.46159
MAD 10.817307
MDL 20.090127
MGA 5230.908539
MKD 61.603592
MMK 2481.235038
MNT 4216.333273
MOP 9.482296
MRU 46.591465
MUR 54.431591
MVR 18.25805
MWK 2043.192476
MXN 20.409031
MYR 4.664961
MZN 75.336538
NAD 19.009765
NGN 1615.430762
NIO 43.364372
NOK 11.419845
NPR 170.771074
NZD 1.963225
OMR 0.453132
PAB 1.178304
PEN 3.964657
PGK 5.053014
PHP 69.1455
PKR 329.486674
PLN 4.213725
PYG 7785.398839
QAR 4.294862
RON 5.093825
RSD 117.31067
RUB 90.70878
RWF 1719.78361
SAR 4.430077
SBD 9.52273
SCR 16.366727
SDG 710.826911
SEK 10.647351
SGD 1.504254
SHP 0.88662
SLE 28.893706
SLL 24780.739021
SOS 672.202729
SRD 44.691484
STD 24459.871888
STN 24.485529
SVC 10.309907
SYP 13069.670175
SZL 19.005768
THB 37.266491
TJS 11.040775
TMT 4.142039
TND 3.41738
TOP 2.845374
TRY 51.539143
TTD 7.979284
TWD 37.331638
TZS 3045.899877
UAH 50.612188
UGX 4192.522224
USD 1.181752
UYU 45.543084
UZS 14469.448573
VES 446.684521
VND 30666.453663
VUV 140.8445
WST 3.227021
XAF 655.569559
XAG 0.015204
XAU 0.000238
XCD 3.193743
XCG 2.123645
XDR 0.815318
XOF 655.569559
XPF 119.331742
YER 281.734006
ZAR 18.973
ZMK 10637.168985
ZMW 21.94603
ZWL 380.523529
Direitos sexuais e reprodutivos das mulheres estão em perigo no mundo, alerta ONU
Direitos sexuais e reprodutivos das mulheres estão em perigo no mundo, alerta ONU / foto: Frederic J. Brown - AFP/Arquivos

Direitos sexuais e reprodutivos das mulheres estão em perigo no mundo, alerta ONU

Os corpos das mulheres viraram um "campo de batalha" política, o que coloca em risco os avanços de saúde sexual e reprodutiva dos últimos 30 anos, alertou a ONU em um relatório divulgado nesta quarta-feira.

Tamanho do texto:

Embora as taxas de mortalidade materna e de gravidez indesejada permaneçam em queda, os avanços em termos de direitos sexuais e reprodutivos estão desacelerando ou, inclusive, estagnando, adverte o documento do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Há 30 anos, durante uma conferência no Cairo, 179 países assumiram o compromisso de transformar os direitos sexuais e reprodutivos em um eixo central do desenvolvimento sustentável.

"Isto abriu o caminho para décadas de progresso", explica Natalia Kanem, diretora-executiva do UNFPA, no documento sobre o estado da população mundial.

Desde então, o número de mulheres que utilizam anticoncepcionais dobrou e ao menos 162 países promulgaram "leis contra a violência doméstica", segundo Kanem.

Porém, apesar dos avanços, milhões de mulheres e meninas foram privadas dos benefícios devido a considerações sobre a sua identidade ou origens. No relatório, o UNFPA cita "racismo, sexismo e outras formas de discriminação" como obstáculos.

Kanem destaca ainda que "parte do problema atual reside também no desejo de politizar o corpo das mulheres e transformá-lo em um campo de batalha".

A diretora-executiva do UNFPA citou, em uma entrevista coletiva, os exemplos do aborto ou questões relacionadas à fertilidade e lamentou que "a reprodução humana esteja politizada".

A opinião dela é amarga: "O progresso está desacelerando e, em muitos aspectos, estagnou por completo" e pode ser revertido.

O relatório adverte que não houve redução da mortalidade materna desde 2016 e que a taxa está aumentando em um número alarmante de países. Também aponta que a violência de gênero continua generalizada.

Além disso, quase metade das mulheres ainda não pode tomar decisões sobre o próprio corpo nem exercer seus direitos de saúde sexual e reprodutiva.

- Aborto e pressões políticas -

Questionada sobre o direito ao aborto, um dos temas centrais da campanha eleitoral nos Estados Unidos este ano, Kanem respondeu que a ONU não se pronuncia sobre políticas estatais.

Mas para ela está claro "que os abortos realizados em condições ruins são uma das principais causas dos elevados níveis de mortalidade materna no mundo".

"Os esforços para proteger a vida e o bem-estar das mulheres e das meninas não deveriam ser submetidos a pressões políticas nem ser interrompidos dependendo do governo da vez", acrescentou.

Outra preocupação, segundo Kanem, é a mutilação genital feminina, que aumentou 15% no mundo desde 2016.

O exemplo mais recente é Gâmbia, onde o Parlamento começou a debater em março um projeto de lei para retirar a proibição da prática.

O relatório também mostra que as desigualdades nas sociedades e nos sistemas de saúde são cada vez maiores.

As mulheres pobres, que pertencem a minorias étnicas ou à comunidade LGBT+, com deficiência ou que vivem em um país em conflito, correm um risco maior de enfrentar problemas de saúde sexual e reprodutiva.

Uma mulher africana que enfrenta complicações durante a gravidez ou o parto tem quase 130 vezes mais probabilidades de morrer do que uma mulher que vive na Europa ou na América do Norte.

O relatório também destaca a persistência de focos de desigualdade dentro dos países ou de regiões.

Nas Américas, as mulheres afrodescendentes têm maior probabilidade de morrer durante o parto do que as mulheres brancas e, nos Estados Unidos, registram uma taxa de mortalidade materna três vezes superior à média nacional.

M.Matsumoto--JT