The Japan Times - Reformas de Milei sofrem revés no Congresso por falta de apoio de aliados

EUR -
AED 4.376258
AFN 78.044871
ALL 97.593682
AMD 450.340723
ANG 2.13283
AOA 1092.580545
ARS 1687.741549
AUD 1.679798
AWG 2.14465
AZN 2.021069
BAM 1.962053
BBD 2.398253
BDT 145.523769
BGN 2.000923
BHD 0.449152
BIF 3521.991511
BMD 1.191472
BND 1.511028
BOB 8.245381
BRL 6.187437
BSD 1.1907
BTN 107.947376
BWP 15.692207
BYN 3.43178
BYR 23352.85305
BZD 2.394762
CAD 1.615267
CDF 2639.110465
CHF 0.913502
CLF 0.025735
CLP 1016.170304
CNY 8.247968
CNH 8.239595
COP 4373.882144
CRC 590.288618
CUC 1.191472
CUP 31.574011
CVE 111.223619
CZK 24.2175
DJF 211.748097
DKK 7.471739
DOP 74.645324
DZD 154.242024
EGP 55.833696
ERN 17.872081
ETB 184.857039
FJD 2.60837
FKP 0.875932
GBP 0.870055
GEL 3.210985
GGP 0.875932
GHS 13.117885
GIP 0.875932
GMD 87.569535
GNF 10437.893399
GTQ 9.134109
GYD 249.117046
HKD 9.311253
HNL 31.520385
HRK 7.533436
HTG 156.149598
HUF 376.726203
IDR 20016.731186
ILS 3.672592
IMP 0.875932
INR 108.140807
IQD 1561.42418
IRR 50190.762165
ISK 145.014472
JEP 0.875932
JMD 186.243538
JOD 0.844767
JPY 185.761235
KES 153.700033
KGS 104.194635
KHR 4805.206804
KMF 499.226863
KPW 1072.317263
KRW 1737.142213
KWD 0.365532
KYD 0.992275
KZT 588.041428
LAK 25616.650128
LBP 105680.60342
LKR 368.536032
LRD 221.791971
LSL 19.424
LTL 3.518107
LVL 0.720709
LYD 7.536051
MAD 10.94368
MDL 20.224709
MGA 5290.135743
MKD 61.633211
MMK 2501.703724
MNT 4249.132116
MOP 9.586271
MRU 47.479863
MUR 54.86697
MVR 18.407948
MWK 2069.586733
MXN 20.49805
MYR 4.68785
MZN 75.955818
NAD 19.423145
NGN 1626.871546
NIO 43.723057
NOK 11.421428
NPR 172.715601
NZD 1.967693
OMR 0.458063
PAB 1.190705
PEN 4.012284
PGK 5.082839
PHP 69.698135
PKR 333.250714
PLN 4.208089
PYG 7851.020364
QAR 4.338567
RON 5.091117
RSD 117.388633
RUB 91.744506
RWF 1731.208953
SAR 4.468589
SBD 9.601059
SCR 16.330338
SDG 716.674747
SEK 10.625834
SGD 1.507939
SHP 0.893913
SLE 29.131498
SLL 24984.57321
SOS 680.917918
SRD 45.241981
STD 24661.066782
STN 25.080488
SVC 10.419205
SYP 13177.174863
SZL 19.415191
THB 37.076821
TJS 11.151278
TMT 4.17611
TND 3.392711
TOP 2.868779
TRY 51.936226
TTD 8.06681
TWD 37.598444
TZS 3078.283743
UAH 51.328378
UGX 4238.507672
USD 1.191472
UYU 45.655499
UZS 14625.319573
VES 450.358729
VND 30871.041966
VUV 142.590546
WST 3.253577
XAF 658.062459
XAG 0.014234
XAU 0.000235
XCD 3.220013
XCG 2.145966
XDR 0.821945
XOF 660.67047
XPF 119.331742
YER 284.046544
ZAR 18.942988
ZMK 10724.686409
ZMW 22.511024
ZWL 383.653528
Reformas de Milei sofrem revés no Congresso por falta de apoio de aliados
Reformas de Milei sofrem revés no Congresso por falta de apoio de aliados / foto: Juan Mabromata - AFP/Arquivos

Reformas de Milei sofrem revés no Congresso por falta de apoio de aliados

As reformas ultradireitistas do presidente da Argentina, Javier Milei, sofreram um revés nesta terça-feira (6) por falta de apoio na Câmara dos Deputados, que voltará a discuti-las do zero em comissão.

Tamanho do texto:

"Nosso programa de governo foi votado por 56% dos argentinos, e não estamos dispostos a negociá-lo com aqueles que destruíram o país", reagiu Milei na rede social X em Israel, onde encontra-se em visita oficial, após o revés de seu projeto na Câmara baixa.

A "Lei Ônibus", que teve seu texto-base aprovado na última sexta-feira, estava em plena votação artigo por artigo quando o líder dos deputados governistas, Oscar Zago, pediu que o projeto voltasse à comissão porque, segundo ele, os aliados na oposição ignoraram o compromisso de acompanhar capítulos-chave da iniciativa de Milei.

Alguns deles foram os poderes delegados, que permitem ao presidente governar por decreto, e a reforma do Estado. A votação foi interrompida justo antes de votar um sensível artigo sobre privatizações.

A deputada opositora Myriam Bregman disse a jornalistas que "isso significa que eles têm que começar do zero".

"O repúdio popular se fez sentir em todo o país", acrescentou, referindo-se aos protestos que se concentraram na semana passada em frente ao Congresso durante o debate e que foram reprimidos pela polícia.

- 'Democracia fraca' -

Mais cedo, os deputados haviam aprovado os "poderes delegados" para Milei, que lhe possibilitariam governar por decreto pelo menos durante um ano, mas com alcances reduzidos pela oposição.

"Temos medo de uma democracia fraca, que concentra em uma única pessoa a possibilidade de extorsão de empresas, organismos e cidadãos e nos deixa a todos em uma situação de indefesa", disse a deputada opositora Paula Oliveto ao rejeitar esses poderes legislativos especiais.

O texto original da lei promovia a ideia ultraliberal de que se "limite toda intervenção estatal que não seja necessária para garantir o exercício efetivo de seus direitos constitucionais".

Mas "a Constituição é muito clara sobre o modelo socioeconômico que a Argentina tem, que é o capitalismo com justiça social. Não podemos dar esse cheque em branco", argumentou ao votar contra a proposta a opositora Mónica Litza.

Em seguida, o governo recebeu um apoio apertado (134 a 121 votos) à declaração de emergência econômica, financeira, de segurança, tarifária, energética e administrativa. A oposição forçou a retirada das emergências fiscal, previdenciária e sanitária do texto.

No curso das negociações, o governo retirou do projeto o capítulo fiscal, que incluía moratórias, lavagem de dinheiro e impostos sobre exportações, com o objetivo de reduzir o déficit público em 5% para levá-lo a zero este ano, uma meta que decidiu cumprir com ajustes por via executiva.

"Infelizmente, o ajuste terá que ser maior (...) Será necessário revisar cada uma das despesas do governo para cumprir a ordem do presidente Milei, que é déficit zero", disse o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni, ao canal LN+. "A política em algum momento vai entender".

- Último momento -

 

Entre outros pontos contestados estava uma lista de 40 empresas que Milei pretende privatizar total ou parcialmente, desde a Aerolíneas Argentinas e o Correio Argentino até meios de comunicação e transporte público.

"Os governadores tomaram a decisão de destruir a Lei artigo por artigo, horas depois de concordarem em acompanhá-la", publicou o Gabinete do Presidente em um comunicado.

Os 10 governadores da coalizão de direita Juntos pela Mudança, que no segundo turno das eleições de 19 de novembro apoiaram a candidatura presidencial de Milei, responderam ao presidente que cumpriram o seu compromisso de "ajudar o governo".

"Portanto, não corresponde que nos responsabilizem nem que nos faltem com respeito, alegando pouca vontade de diálogo e incapacidade de nossa parte, quando na verdade trabalhamos incansavelmente", disseram em comunicado.

A "Lei de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos", se obtivesse a aprovação completa, seria então discutida no Senado, onde a LLA possui apenas 8 das 72 cadeiras e precisa de um apoio opositor ainda maior.

Em suas primeiras medidas, o governo de Milei desvalorizou o peso em mais de 50% e liberou todos os preços da economia em dezembro, quando a inflação mensal atingiu 25% e fechou o ano com 211% anual.

T.Sasaki--JT