The Japan Times - Economia da China registra um dos piores crescimentos em décadas

EUR -
AED 4.374623
AFN 78.021707
ALL 96.547285
AMD 447.717397
ANG 2.132313
AOA 1091.723212
ARS 1687.35381
AUD 1.684366
AWG 2.14413
AZN 2.002177
BAM 1.956758
BBD 2.391771
BDT 145.13108
BGN 2.000438
BHD 0.449029
BIF 3513.820943
BMD 1.191183
BND 1.506938
BOB 8.223027
BRL 6.188679
BSD 1.187482
BTN 107.654273
BWP 15.649665
BYN 3.422476
BYR 23347.194613
BZD 2.38827
CAD 1.614732
CDF 2638.471241
CHF 0.913682
CLF 0.025732
CLP 1016.055227
CNY 8.24597
CNH 8.22714
COP 4375.311918
CRC 588.688318
CUC 1.191183
CUP 31.56636
CVE 110.318567
CZK 24.230159
DJF 211.463567
DKK 7.471668
DOP 74.756613
DZD 154.274976
EGP 55.868653
ERN 17.867751
ETB 185.224316
FJD 2.611729
FKP 0.875719
GBP 0.870761
GEL 3.204466
GGP 0.875719
GHS 13.0684
GIP 0.875719
GMD 87.557328
GNF 10425.149622
GTQ 9.109423
GYD 248.441678
HKD 9.310164
HNL 31.368363
HRK 7.537818
HTG 155.726269
HUF 376.847498
IDR 20017.837014
ILS 3.680638
IMP 0.875719
INR 107.889295
IQD 1555.661907
IRR 50178.600855
ISK 145.014386
JEP 0.875719
JMD 185.740969
JOD 0.84458
JPY 184.982394
KES 153.96074
KGS 104.168501
KHR 4789.345649
KMF 493.149491
KPW 1072.057439
KRW 1735.762633
KWD 0.365816
KYD 0.989585
KZT 586.447221
LAK 25520.499019
LBP 106694.3904
LKR 367.540008
LRD 220.877251
LSL 19.033122
LTL 3.517255
LVL 0.720535
LYD 7.507677
MAD 10.860619
MDL 20.169878
MGA 5213.55341
MKD 61.627415
MMK 2501.097557
MNT 4248.102544
MOP 9.560282
MRU 47.155095
MUR 54.413306
MVR 18.415325
MWK 2059.108477
MXN 20.479897
MYR 4.67599
MZN 75.94914
NAD 19.033122
NGN 1614.92329
NIO 43.701403
NOK 11.42601
NPR 172.247361
NZD 1.972534
OMR 0.458014
PAB 1.187482
PEN 3.988253
PGK 5.16653
PHP 69.624078
PKR 332.056529
PLN 4.209499
PYG 7829.83477
QAR 4.328802
RON 5.090048
RSD 117.404272
RUB 91.711136
RWF 1733.749128
SAR 4.46745
SBD 9.594837
SCR 17.430571
SDG 716.495884
SEK 10.635898
SGD 1.506639
SHP 0.893696
SLE 29.213775
SLL 24978.519404
SOS 677.431782
SRD 45.231024
STD 24655.091362
STN 24.512005
SVC 10.391089
SYP 13173.982011
SZL 19.024317
THB 37.105066
TJS 11.121
TMT 4.169142
TND 3.430266
TOP 2.868084
TRY 51.936905
TTD 8.04494
TWD 37.576837
TZS 3068.604002
UAH 51.189871
UGX 4227.070266
USD 1.191183
UYU 45.532109
UZS 14610.032815
VES 458.355948
VND 30821.87044
VUV 142.555996
WST 3.252788
XAF 656.278421
XAG 0.014524
XAU 0.000236
XCD 3.219232
XCG 2.140148
XDR 0.8162
XOF 656.278421
XPF 119.331742
YER 283.918956
ZAR 18.945528
ZMK 10722.056635
ZMW 22.449995
ZWL 383.560568
Economia da China registra um dos piores crescimentos em décadas
Economia da China registra um dos piores crescimentos em décadas / foto: Fabrice COFFRINI - AFP

Economia da China registra um dos piores crescimentos em décadas

A economia da China registrou um crescimento de 5,2% em 2023, um dos piores em mais de três décadas, conforme dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (17), reflexo de um país que enfrenta uma grave crise imobiliária, um consumo fragilizado e as turbulências globais.

Tamanho do texto:

Embora o número esteja alinhado com as expectativas e com a meta anual estabelecida por Pequim, provavelmente aumentará a pressão sobre as autoridades para introduzirem mais medidas de estímulo que recuperem a atividade empresarial e o consumo.

O Produto Interno Bruto (PIB) da segunda maior economia do mundo aumentou 5,2%, para 126 trilhões de iuanes (17,6 trilhões de dólares ou 86,2 trilhões de reais, na cotação atual), informou o Instituto Nacional de Estatísticas.

O número melhora os 3% registrados em 2022, quando a atividade foi gravemente afetada por rigorosas restrições contra a covid-19. No entanto, é o pior resultado para a economia chinesa desde 1990, sem considerar os anos da pandemia.

Depois de suspender as medidas sanitárias draconianas no final de 2022, Pequim estabeleceu uma meta de crescimento de "cerca de 5%" para o ano anterior.

O retorno à normalidade pós-covid levou a uma recuperação inicial da economia, que depois perdeu impulso à medida que a desconfiança recaiu sobre as famílias e as empresas e pesou sobre o consumo.

Uma crise generalizada no setor imobiliário, o alto desemprego entre os jovens e a desaceleração econômica global também pesam sobre o crescimento da China.

As exportações do país, um pilar histórico de sua economia, caíram no ano passado pela primeira vez desde 2016, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pelos serviços alfandegários.

As tensões geopolíticas com os Estados Unidos e os esforços de alguns países ocidentais para reduzir sua dependência da China e diversificar suas cadeias de abastecimento também prejudicaram o crescimento.

As autoridades devem anunciar somente em março sua meta de crescimento para 2024.

- "A recuperação pós-covid mais decepcionante" -

O comissário do órgão estatístico Kang Yi disse nesta quarta-feira que a recuperação foi "uma tarefa árdua" em 2023, como demonstram outros índices publicados.

As vendas no varejo, principal indicador do consumo das famílias, desaceleraram em dezembro com um aumento de 7,4% na comparação anual, contra os 10,1% registrados no mês anterior.

A produção industrial avançou ligeiramente para 6,8% na comparação anual, contra 6,6% em novembro, e o índice de desemprego aumentou em um décimo, para 5,1%, neste mesmo período.

Este último indicador está incompleto, uma vez que se baseia apenas em dados dos centros urbanos e exclui milhões de trabalhadores em zonas rurais particularmente vulneráveis à desaceleração econômica.

Também não inclui a taxa detalhada para pessoas entre os 16 e os 24 anos, que deixou de ser publicada em maio depois de atingir o recorde de mais de 20% de jovens desempregados.

O instituto de estatística também divulgou dados demográficos, que mostram uma aceleração do declínio populacional da China, ultrapassada em 2023 pela Índia como a nação mais populosa do planeta.

"O que a China viu no ano passado foi possivelmente a recuperação pós-covid mais decepcionante que se possa imaginar", afirmou o diretor da consultoria China Beige Book, Shehzad Qazi, à AFP.

"A economia mancou no final do ano", continuou. "Qualquer verdadeira aceleração no próximo ano exigirá uma grande surpresa global positiva, ou uma política governamental mais ativa", opinou.

- "Uma oportunidade" -

Abalada pela falta de confiança empresarial e pelo consumo entorpecido, a China tenta seduzir investidores internacionais.

No Fórum de Davos, na terça-feira (16), o primeiro-ministro Li Qiang apresentou uma imagem otimista da economia do país.

"Não importa como a situação mundial mude, a China vai aderir à sua política nacional básica de abertura ao mundo exterior", disse ele.

"Escolher o mercado chinês não é um risco, mas sim uma oportunidade", acrescentou.

Mas os riscos são abundantes, especialmente no setor imobiliário que, após duas décadas de expansão frenética, representa em torno de 25% do PIB. O alto endividamento e a diminuição da compra de imóveis deixaram grandes empresas, como Evergrande e Country Garden, em risco de falência.

S.Ogawa--JT