The Japan Times - Governo do México diz ter localizado 16.681 desaparecidos, a maioria desde 2006

EUR -
AED 4.095102
AFN 72.480008
ALL 90.801688
AMD 402.807486
ANG 1.995737
AOA 1023.635334
ARS 1721.721299
AUD 1.61933
AWG 2.007127
AZN 1.900047
BAM 1.955836
BBD 2.250342
BDT 139.162586
BGN 1.948955
BHD 0.422108
BIF 3342.96213
BMD 1.115071
BND 1.431727
BOB 13.402249
BRL 6.138357
BSD 1.117321
BTN 104.873949
BWP 15.391286
BYN 3.345962
BYR 21855.38619
BZD 2.247142
CAD 1.573644
CDF 2586.964483
CHF 0.914162
CLF 0.027822
CLP 1094.980351
CNY 7.444774
CNH 7.438418
COP 3608.76707
CRC 506.709417
CUC 1.115071
CUP 26.815498
CVE 110.267049
CZK 24.346956
DJF 198.963698
DKK 7.480457
DOP 67.891262
DZD 151.940824
EGP 59.957114
ERN 16.726061
ETB 183.378708
FJD 2.526309
FKP 0.834974
GBP 0.834166
GEL 2.893653
GGP 0.834974
GHS 13.055243
GIP 0.834974
GMD 83.077063
GNF 9896.183924
GTQ 8.538159
GYD 234.234353
HKD 8.744429
HNL 30.029558
HRK 7.547925
HTG 146.432722
HUF 363.51345
IDR 20192.258205
ILS 3.552538
IMP 0.834974
INR 104.716854
IQD 1693.83148
IRR 2108992.359359
ISK 136.919964
JEP 0.834974
JMD 177.323296
JOD 0.790629
JPY 176.710877
KES 145.192698
KGS 97.510486
KHR 4552.084602
KMF 492.86165
KPW 1003.563608
KRW 1520.737678
KWD 0.346765
KYD 0.931217
KZT 500.809308
LAK 25136.46717
LBP 100053.859534
LKR 371.556906
LRD 189.94353
LSL 18.477643
LTL 3.292514
LVL 0.674496
LYD 7.150133
MAD 10.921803
MDL 19.971371
MGA 5077.094359
MKD 61.556144
MMK 2341.587311
MNT 4015.514918
MOP 9.019368
MRU 45.108838
MUR 52.442198
MVR 17.176258
MWK 1937.436008
MXN 20.766565
MYR 4.528864
MZN 71.257178
NAD 18.477643
NGN 1502.23485
NIO 41.120764
NOK 10.548462
NPR 167.798119
NZD 2.015128
OMR 0.428348
PAB 1.117421
PEN 3.848972
PGK 5.092095
PHP 70.369926
PKR 309.016043
PLN 4.399568
PYG 6984.129802
QAR 4.084276
RON 5.343646
RSD 117.622186
RUB 91.352798
RWF 1649.13065
SAR 4.188587
SBD 8.974739
SCR 15.358485
SDG 670.719139
SEK 11.033072
SGD 1.430306
SHP 0.835103
SLE 25.591287
SLL 23382.48045
SOS 638.511867
SRD 41.908265
STD 23079.712667
STN 24.500455
SVC 9.776182
SYP 14498.149201
SZL 18.471343
THB 37.411034
TJS 10.307092
TMT 3.902748
TND 3.343362
TOP 2.684822
TRY 55.9111
TTD 7.577141
TWD 36.546782
TZS 2952.454872
UAH 50.616941
UGX 4570.084937
USD 1.115071
UYU 44.950835
UZS 13332.247784
VES 999.456181
VND 28526.296796
VUV 132.393741
WST 3.108622
XAF 655.957
XAG 0.021465
XAU 0.000274244363
XCD 3.013535
XCG 2.013637
XDR 0.788413
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.853652
ZAR 18.420333
ZMK 10036.978597
ZMW 22.703422
ZWL 359.052318
SSP 6406.340367
MXV 2.33632
Governo do México diz ter localizado 16.681 desaparecidos, a maioria desde 2006
Governo do México diz ter localizado 16.681 desaparecidos, a maioria desde 2006 / foto: ULISES RUIZ - AFP/Arquivos

Governo do México diz ter localizado 16.681 desaparecidos, a maioria desde 2006

O governo do México apresentou, nesta quinta-feira (14), um relatório polêmico segundo o qual as autoridades localizaram 16.681 pessoas reportadas como desaparecidas em um registro nacional que reúne mais de 110.000 casos, a grande maioria desde 2006, devido à violência do narcotráfico.

Tamanho do texto:

Depois de depurar desde maio passado a base de dados nacional, que reporta casos desde 1961, constatou-se que, "dos 110.964 registros (de desaparecimentos), 15% já foram localizados", disse a secretária do Interior, Luisa María Alcalde, durante entrevista coletiva da Presidência.

O presidente Andrés Manuel López Obrador anunciou há meses que o registro nacional de desaparecimentos seria revisado detalhadamente, por ter sido administrado de maneira maliciosa, ou por estar desatualizado.

Esse processo foi alvo de críticas por parte dos defensores de direitos humanos, políticos da oposição e coletivos de familiares de desaparecidos, que acusam o governo de tentar reduzir os números.

"Não apagamos ninguém, incluindo os 16.681 que já estão identificados, não vão ser apagados" do registro, assegurou o mandatário.

Até a manhã desta quinta, o registro de pessoas desaparecidas, gerido pelo governo e que é atualizado constantemente com dados de procuradorias estatais, somava 113.322 casos.

O governo revisou 110.964 registros acumulados até agosto. O processo continuará e haverá relatórios bimestrais.

- 11% de casos confirmados -

"Não estamos desaparecendo com desaparecidos, não se apagou nem se apagará nenhum registro", disse Alcalde ao apresentar os resultados do polêmico projeto.

O governo revisou os registros oficiais - como pagamentos de impostos, serviços de saúde ou escolares, e outros -, para determinar se havia algum sinal de vida dos desaparecidos.

Alcalde detalhou que encontraram provas fidedignas do paradeiro de 16.681 pessoas. Desse total, 3.945 foram encontradas em suas casas, e 8.405 têm alguma prova de vida fornecida pelas autoridades locais. Descobriu-se também que 197 estão presas e que 4.134 morreram.

A funcionária contou, ainda, que "há indícios importantes de localização" de outras 17.843 pessoas, reportadas na mesma base de dados de desaparecidos.

Segundo o governo, entre os mais de 110 mil casos que revisaram, apenas em 12.377 (11%) encontraram elementos que confirmam o desaparecimento, uma vez que são alvo de investigações nos Ministérios Públicos locais.

A ex-chefe da Comissão Nacional de Busca de Desaparecidos, Karla Quintana, demitiu-se em agosto passado por discordar da maneira como o registro estava sendo atualizado.

- Números imprecisos -

Esse relatório foi recebido com ceticismo por coletivos de familiares de desaparecidos consultados pela AFP, pois consideram que existe uma subnotificação de casos porque não há denúncia ou não foram incluídos na estatística oficial.

Héctor Flores, da organização Luz e Esperança, do estado de Jalisco (oeste), explicou à AFP que sua associação reúne familiares de cerca de 400 pessoas cujo paradeiro é desconhecido, mas nenhuma aparece no registro nacional.

"Foi apresentada uma denúncia de 90% de desaparecimentos, mas o Ministério Público estadual não as reportou ao governo federal. E, desta maneira, pode ocorrer em outros estados", disse.

Flores explicou que nenhum dos integrantes do coletivo foi consultado pelas autoridades federais ou estaduais.

Jalisco, estado que concentra o maior número de desaparecimentos, revisou sua estatística mediante um censo para avaliar cerca de 14.500 casos de desaparecimentos, mas Ríos defende que, com base nos relatórios dos coletivos, seriam cerca de 18.000.

Cecilia Flores, das Madres Buscadoras do estado de Sonora e cujo filho desapareceu em 2015, reconheceu que o registro nacional pode ter imprecisões, já que seu coletivo comprovou que quando as pessoas são localizadas, algumas famílias preferem não retirar a denúncia por medo, sobretudo se viverem em zonas com presença do narcotráfico.

"Mas também há uma subotificação porque muitos desaparecimentos não são denunciados por medo. O que se necessita, mais que depurar o registro, é que o governo faça seu trabalho: investigar e localizar nossos desaparecidos", acrescentou.

O registro inclui casos desde 1961, mas a grande maioria dos desaparecimentos se acumulou desde 2006, quando o governo federal lançou uma polêmica operação militar contra as drogas.

Um dos casos mais emblemáticos é o desaparecimento de 43 estudantes da escola normal de Ayotzinapa (estado de Guerrero, sul), em setembro de 2014.

Segundo números oficiais, desde dezembro de 2006, foram contabilizados mais de 420.000 homicídios, além dos desaparecimentos.

Y.Kato--JT