The Japan Times - Banco Central voltará a reduzir Selic, para 11,75%, segundo mercado

EUR -
AED 4.244679
AFN 76.884463
ALL 93.191831
AMD 421.972449
AOA 1059.869723
ARS 1724.912124
AUD 1.6354
AWG 2.081886
AZN 1.966206
BAM 1.955209
BBD 2.320998
BDT 142.646882
BHD 0.434569
BIF 3450.157113
BMD 1.155801
BND 1.476654
BOB 13.69586
BRL 5.875747
BSD 1.152352
BTN 109.656854
BWP 15.554298
BYN 3.431363
BYR 22653.692413
BZD 2.317599
CAD 1.612515
CDF 2614.996978
CHF 0.934118
CLF 0.026812
CLP 1055.246154
CNY 7.798879
CNH 7.793437
COP 3649.648544
CRC 523.841657
CUC 1.155801
CUP 30.628717
CVE 110.23168
CZK 24.254187
DJF 205.207971
DKK 7.47562
DOP 67.269666
DZD 152.922776
EGP 57.293846
ERN 17.33701
ETB 185.995679
FJD 2.552644
FKP 0.857003
GBP 0.856685
GEL 3.016621
GGP 0.857003
GHS 13.522912
GIP 0.857003
GMD 84.945873
GNF 10120.940719
GTQ 8.792342
GYD 241.087126
HKD 9.068233
HNL 30.886664
HRK 7.535359
HTG 150.674455
HUF 363.218435
IDR 20574.407074
ILS 3.467228
IMP 0.857003
INR 110.044414
IQD 1509.543707
IRR 1589861.560911
ISK 142.614473
JEP 0.857003
JMD 183.004683
JOD 0.819461
JPY 182.465669
KES 148.856198
KGS 101.074744
KHR 4680.585188
KMF 492.370809
KRW 1629.805632
KWD 0.35675
KYD 0.96031
KZT 540.07675
LAK 26018.135435
LBP 103193.107569
LKR 386.523165
LRD 207.997128
LSL 18.721141
LTL 3.412778
LVL 0.699133
LYD 7.329784
MAD 10.739954
MDL 20.038943
MGA 4917.513571
MKD 61.511407
MMK 2426.660491
MNT 4156.088844
MOP 9.311885
MRU 46.324997
MUR 54.084519
MVR 17.857278
MWK 1998.196
MXN 19.811636
MYR 4.721676
MZN 73.861472
NAD 18.721141
NGN 1573.958077
NIO 42.407181
NOK 10.983967
NPR 175.450966
NZD 1.96296
OMR 0.442316
PAB 1.152352
PEN 3.90252
PGK 5.092461
PHP 70.290014
PKR 319.921597
PLN 4.298989
PYG 6851.928851
QAR 4.212427
RON 5.248837
RSD 117.304542
RUB 94.335971
RWF 1694.487803
SAR 4.328192
SBD 9.322337
SCR 16.700252
SDG 694.055348
SEK 10.962537
SGD 1.477805
SLE 28.431255
SOS 658.600923
SRD 43.76612
STD 23922.739558
STN 24.492597
SVC 10.082952
SZL 18.717342
THB 38.10705
TJS 10.630487
TMT 4.05686
TND 3.385377
TRY 55.150643
TTD 7.810639
TWD 37.274683
TZS 3055.431805
UAH 51.610999
UGX 4292.702434
USD 1.155801
UYU 46.385979
UZS 13781.834132
VES 873.510657
VND 30287.177696
VUV 137.028419
WST 3.15963
XAF 655.758782
XAG 0.018109
XAU 0.000266
XCD 3.123609
XCG 2.076872
XDR 0.815553
XOF 655.758782
XPF 119.331742
YER 275.513155
ZAR 18.664712
ZMK 10403.585552
ZMW 21.750425
ZWL 372.167332
Banco Central voltará a reduzir Selic, para 11,75%, segundo mercado
Banco Central voltará a reduzir Selic, para 11,75%, segundo mercado / foto: EVARISTO SA - AFP

Banco Central voltará a reduzir Selic, para 11,75%, segundo mercado

O Banco Central do Brasil (BCB) voltará a reduzir sua taxa Selic em 0,5 ponto percentual, chegando a 11,75%, de acordo com previsões do mercado e da própria instituição, em meio a um processo contínuo de "desinflação".

Tamanho do texto:

A decisão será divulgada na quarta-feira ao término da última reunião do ano do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que se inicia nesta terça (12).

O Comitê havia antecipado para esta reunião uma redução "da mesma magnitude" que a queda de 0,5 ponto percentual implementada em novembro.

De acordo com estimativas de mais de 100 consultorias e instituições financeiras coletadas pela pesquisa Focus do BCB, a taxa de referência encerraria o ano em 11,75%, após quatro reduções consecutivas desde o início do ciclo de baixa em agosto passado.

Na época, a taxa Selic estava em 13,75%, um nível atingido um ano antes após várias altas desde março de 2020 para combater a inflação.

Aumentos nas taxas encarecem o crédito, o que desestimula o consumo e o investimento, reduzindo assim a pressão sobre os preços.

As autoridades mantiveram os cortes em um contexto de inflação mais "benigna", de acordo com as atas da última reunião do Copom.

Até novembro, os preços ao consumidor acumularam um aumento de 4,68% em 12 meses, de acordo com dados oficiais divulgados nesta terça-feira, colocando-os dentro da meta de 1,75%-4,75% ao ano.

E o mercado projeta que a inflação encerrará o ano em 4,51%.

As ações do Copom também consideraram um cenário externo "adverso", com taxas altas nos Estados Unidos e tensões geopolíticas.

- Crescimento "fraco" -

Desde que chegou ao poder há quase um ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem pressionado pela redução das taxas para impulsionar a economia com crédito mais barato para consumidores e empresas.

Contra todas as expectativas, dadas as altas taxas que geralmente esfriam a economia, o Brasil cresceu mais do que o esperado ao longo deste ano: a expansão do PIB nos nove meses encerrados em setembro foi de 3,2% em comparação com o mesmo período de 2022.

Mesmo assim, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou o crescimento entre julho e setembro como "fraco" - 2% em relação ao mesmo período do ano anterior e apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior - e criticou o BCB.

"Com o corte no juro, esperamos fechar este ano com crescimento superior a 3% e crescer 2,5% no ano que vem. Mas o Banco Central deve fazer seu trabalho”, disse Haddad, pedindo ainda mais flexibilização da política monetária.

Já o Copom mantém o foco na política fiscal, identificando-a como um potencial risco para a economia.

Recentemente, Lula tentou sem sucesso modificar a meta de déficit zero para 2024, gerando dúvidas sobre esse compromisso.

"A atividade econômica mais forte do que o esperado e a incerteza relacionada ao alcance das metas fiscais impedem qualquer mudança de ritmo" na redução das taxas, afirmou o Bank of America em um relatório.

- Ritmo suave -

Os especialistas acreditam que a política monetária continuará se flexibilizando no próximo ano, ainda que de forma gradual: a taxa de juros projetada é de 9,25% até o final de 2024, de acordo com a pesquisa Focus.

Enquanto isso, a perspectiva para o PIB indica uma expansão de 1,5%, uma taxa consideravelmente menor do que a esperada para 2023.

Essa projeção contradiz os desejos de Lula, que busca impulsionar o crescimento como motor da geração de empregos para aliviar a pobreza.

O presidente do BCB, Roberto Campos Neto, nomeado por Jair Bolsonaro (2019-2022) e com mandato até 2025, continua defendendo a autonomia e o caráter "técnico" das decisões da entidade, diante das críticas do governo atual.

K.Tanaka--JT