The Japan Times - Milei e sua possível boa relação com o FMI

EUR -
AED 4.241731
AFN 76.801983
ALL 93.154614
AMD 421.794808
AOA 1059.13458
ARS 1724.902945
AUD 1.636183
AWG 2.080442
AZN 1.952715
BAM 1.954437
BBD 2.320072
BDT 142.590531
BHD 0.434395
BIF 3448.794183
BMD 1.154999
BND 1.47607
BOB 13.69045
BRL 5.871903
BSD 1.151891
BTN 109.610691
BWP 15.548087
BYN 3.429992
BYR 22637.986149
BZD 2.316674
CAD 1.612385
CDF 2613.184708
CHF 0.93455
CLF 0.026793
CLP 1054.514069
CNY 7.793467
CNH 7.793133
COP 3647.129719
CRC 523.632457
CUC 1.154999
CUP 30.607481
CVE 110.185275
CZK 24.265669
DJF 205.12602
DKK 7.475433
DOP 67.242802
DZD 152.86435
EGP 57.523697
ERN 17.324989
ETB 185.9214
FJD 2.550874
FKP 0.856409
GBP 0.856576
GEL 3.014376
GGP 0.856409
GHS 13.514706
GIP 0.856409
GMD 84.88182
GNF 10116.767543
GTQ 8.788641
GYD 240.940815
HKD 9.061061
HNL 30.874329
HRK 7.533022
HTG 150.614934
HUF 363.351257
IDR 20577.46741
ILS 3.464825
IMP 0.856409
INR 109.953282
IQD 1508.947386
IRR 1588759.278174
ISK 142.596885
JEP 0.856409
JMD 182.931598
JOD 0.818824
JPY 182.749783
KES 148.856594
KGS 101.005022
KHR 4678.736198
KMF 492.029653
KRW 1634.854919
KWD 0.356502
KYD 0.95993
KZT 539.854059
LAK 26007.744878
LBP 103151.896551
LKR 386.368803
LRD 207.915862
LSL 18.713665
LTL 3.410413
LVL 0.698648
LYD 7.326857
MAD 10.735711
MDL 20.03094
MGA 4915.549722
MKD 61.482111
MMK 2424.978038
MNT 4153.207343
MOP 9.308207
MRU 46.306497
MUR 54.573179
MVR 17.844428
MWK 1997.398004
MXN 19.810686
MYR 4.722097
MZN 73.810194
NAD 18.713422
NGN 1572.658917
NIO 42.390429
NOK 10.984494
NPR 175.380898
NZD 1.964567
OMR 0.44214
PAB 1.151896
PEN 3.900945
PGK 5.090515
PHP 70.19855
PKR 319.793833
PLN 4.299658
PYG 6849.192477
QAR 4.210653
RON 5.248429
RSD 117.257188
RUB 94.3379
RWF 1693.811095
SAR 4.325191
SBD 9.315874
SCR 16.693366
SDG 693.57675
SEK 10.96964
SGD 1.477891
SLE 28.412631
SOS 658.337905
SRD 43.73578
STD 23906.153437
STN 24.483239
SVC 10.078969
SZL 18.709867
THB 38.144989
TJS 10.626195
TMT 4.054048
TND 3.383952
TRY 55.112753
TTD 7.80752
TWD 37.212341
TZS 3053.313431
UAH 51.590388
UGX 4290.097284
USD 1.154999
UYU 46.367254
UZS 13776.270647
VES 872.905044
VND 30187.06153
VUV 136.933414
WST 3.15744
XAF 655.4969
XAG 0.01824
XAU 0.000267
XCD 3.121444
XCG 2.076052
XDR 0.815228
XOF 655.4969
XPF 119.331742
YER 275.369024
ZAR 18.686277
ZMK 10396.387942
ZMW 21.741739
ZWL 371.909301
Milei e sua possível boa relação com o FMI
Milei e sua possível boa relação com o FMI / foto: Luis ROBAYO - AFP

Milei e sua possível boa relação com o FMI

Como será a relação entre a Argentina e o FMI com o ultraliberal Javier Milei? Difícil saber. Mas, segundo especialistas, o diálogo pode ser "relativamente fácil", já que ele promete ajustes maiores do que os pedidos pelo próprio Fundo.

Tamanho do texto:

A vitória desse economista ultraliberal de 53 anos nas eleições presidenciais argentinas no domingo foi como um tsunami em um país que mantém uma relação complicada com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ao qual recorreu mais de 20 vezes em busca de recursos desde 1956.

Com uma inflação de mais de 140% ao ano e 40% da população vivendo na pobreza, Milei tem clareza de que sua prioridade é a economia, que espera endireitar cortando drasticamente os gastos públicos.

Durante os últimos meses, prometeu um ajuste "muito mais duro que o do Fundo", que define como um "mecanismo perverso que favorece os governos irresponsáveis".

- "Fora dos trilhos" -

Arturo Porzecanski, pesquisador do fórum Wilson Center de da American University, ambos em Washington, estima que "a tendência é tão ruim que justifica plenamente um ajuste maior", pelo menos a nível fiscal.

O programa de 44 bilhões de dólares entre a Argentina e o FMI "está fora dos trilhos, porque o governo sainte descumpriu seus objetivos fiscais e outros, em grande parte devido ao 'Plan Platita' de cortes tributários e gastos públicos extras realizados para tentar popularizar a candidatura" do ministro da Economia peronista, Sergio Massa, explicou Porzecanski à AFP.

Como consequência, "o mais provável é que o FMI não aprove" o próximo repasse, o que significa que o novo governo terá que buscar fundos para pagar o que deve ao organismo creditício, acrescentou.

No entanto, no momento, a situação ainda não está clara.

A vitória de Milei "cria incertezas, porque não se sabe exatamente o que fará", afirmou à AFP Claudio Loser, presidente da consultora Centennial America Latina e ex-diretor do Departamento do FMI para as Américas. "O importante é formular os detalhes de seu programa", acrescentou.

Na segunda-feira, a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, estendeu a mão a Milei, dizendo que espera "trabalhar estreitamente com ele" para "desenvolver e implementar um plano sólido para garantir a estabilidade econômica e fortalecer o crescimento inclusivo para todos os argentinos", em uma mensagem na rede social X (antigo Twitter).

O diálogo entre a instituição financeira e o presidente eleito "será relativamente fácil", opina Loser.

Milei chega à Casa Rosada com intenção de quebrar paradigmas, mesmo que alguns dos seus planos possam levar a nada sem o apoio do Congresso, onde seu partido, A Liberdade Avança, que conta com somente sete dos 72 senadores e 38 dos 257 deputados, dependerá de alianças com outras agremiações políticas.

- Dolarizar, sim ou não -

Entre os seus planos está a reforma do Estado, com privatizações.

"Tudo que possa estar nas mãos do setor privado vai estar nas mãos do setor privado", afirmou Milei na segunda-feira, mas foi ambíguo sobre uma de suas promessas de campanha que deu muito o que falar: dolarizar a economia argentina.

"O eixo central é fechar o Banco Central, depois a moeda será a que os argentinos escolherão livremente", limitou-se a dizer.

Loser está convencido de que "a dolarização não soluciona os problemas da Argentina per se, como não aconteceu no Equador e em El Salvador", porque "falta um apoio significativo de fora para ter os dólares e têm que usar suas energias em outras coisas".

Para Porzecanski, no entanto, parece "uma boa ideia", mas concorda que durante os próximos meses "o novo governo não terá os dólares necessários", por isso defende "um passo intermediário".

Seria o de legalizar "a posse, a poupança, e as transações realizadas com dólares, passando a um regime de câmbio dual onde os pesos e dólares circulam simultaneamente, e os argentinos possam usar dólares ou pesos para realizar seus pagamentos com inteira liberdade", explica.

Na Argentina, onde os dólares são escassos e as reservas do Banco Central estão bastante reduzidas ou, até mesmo, no negativo, segundo alguns economistas - incluindo o presidente eleito -, existem mais de uma dezena de tipos de câmbio para diferentes atividades. Além disso, há restrições para acessar dólares.

Agora que Milei revolucionou a política com sua eleição, todos se perguntam quem ele nomeará como ministro da Economia. Outro mistério que os mercados esperam que seja revelado em breve.

H.Nakamura--JT