The Japan Times - Taylor Swift e Beyoncé lideram mercado bilionário de shows pós-pandemia

EUR -
AED 4.23597
AFN 75.541776
ALL 92.900361
AMD 421.467492
AOA 1058.847467
ARS 1719.769702
AUD 1.634005
AWG 2.079055
AZN 1.957941
BAM 1.954764
BBD 2.322339
BDT 142.344559
BHD 0.434764
BIF 3446.828399
BMD 1.153429
BND 1.476798
BOB 13.692684
BRL 5.94927
BSD 1.152984
BTN 109.985232
BWP 15.563684
BYN 3.418344
BYR 22607.202462
BZD 2.318941
CAD 1.606778
CDF 2624.05054
CHF 0.936927
CLF 0.026787
CLP 1054.257452
CNY 7.780226
CNH 7.783729
COP 3618.340425
CRC 522.816115
CUC 1.153429
CUP 30.56586
CVE 110.204205
CZK 24.255682
DJF 205.330287
DKK 7.475729
DOP 67.233493
DZD 153.427492
EGP 58.01518
ERN 17.30143
ETB 186.505012
FJD 2.551903
FKP 0.853593
GBP 0.854074
GEL 3.016249
GGP 0.853593
GHS 13.565987
GIP 0.853593
GMD 84.777861
GNF 10125.414192
GTQ 8.796147
GYD 241.480971
HKD 9.050736
HNL 30.904951
HRK 7.534886
HTG 150.758139
HUF 365.106684
IDR 20616.384531
ILS 3.459883
IMP 0.853593
INR 110.066513
IQD 1510.499454
IRR 1585618.430118
ISK 141.998398
JEP 0.853593
JMD 182.422528
JOD 0.817766
JPY 183.867494
KES 149.254038
KGS 100.867409
KHR 4671.463431
KMF 492.514136
KRW 1632.632678
KWD 0.356522
KYD 0.960799
KZT 537.683757
LAK 26014.874122
LBP 103253.33423
LKR 385.57732
LRD 208.118797
LSL 18.71114
LTL 3.405775
LVL 0.697698
LYD 7.353071
MAD 10.682592
MDL 20.028125
MGA 4961.349039
MKD 61.492143
MMK 2422.127382
MNT 4148.497053
MOP 9.318761
MRU 46.085976
MUR 54.291383
MVR 17.820925
MWK 1999.331712
MXN 19.679857
MYR 4.718216
MZN 73.054802
NAD 18.7096
NGN 1571.435549
NIO 42.426962
NOK 10.952671
NPR 175.974447
NZD 1.965806
OMR 0.443501
PAB 1.152984
PEN 3.898034
PGK 5.17419
PHP 70.6452
PKR 320.053388
PLN 4.301153
PYG 6865.27221
QAR 4.203181
RON 5.240259
RSD 117.359066
RUB 95.099756
RWF 1698.392511
SAR 4.32277
SBD 9.302449
SCR 15.924051
SDG 692.637883
SEK 10.991345
SGD 1.477144
SLE 28.259393
SOS 658.947909
SRD 43.768058
STD 23873.645266
STN 24.486492
SVC 10.088653
SZL 18.700008
THB 38.204443
TJS 10.625223
TMT 4.048535
TND 3.385432
TRY 55.084286
TTD 7.808117
TWD 37.151362
TZS 3056.295407
UAH 51.734157
UGX 4289.782256
USD 1.153429
UYU 46.425194
UZS 13709.73401
VES 876.911697
VND 30133.901425
VUV 136.615329
WST 3.148849
XAF 655.606695
XAG 0.017699
XAU 0.000263
XCD 3.117198
XCG 2.078099
XDR 0.815364
XOF 655.606695
XPF 119.331742
YER 273.588946
ZAR 18.671502
ZMK 10382.245802
ZMW 21.619261
ZWL 371.40357
Taylor Swift e Beyoncé lideram mercado bilionário de shows pós-pandemia
Taylor Swift e Beyoncé lideram mercado bilionário de shows pós-pandemia / foto: SUZANNE CORDEIRO - AFP/Arquivos

Taylor Swift e Beyoncé lideram mercado bilionário de shows pós-pandemia

As divas do pop Taylor Swift e Beyoncé são dois nomes de destaques na indústria das mega turnês mundiais, à medida que a demanda pelos shows ao vivo dispara após os anos de cancelamentos e adiamentos provocados pela pandemia.

Tamanho do texto:

De Pink a Coldplay, nomes como Bruce Springsteen, Drake, SZA e The Weeknd, 2023 deve ocupar o título de melhor ano da história para a música ao vivo.

"Nunca vi tantos artistas ao mesmo tempo no mesmo espaço", disse à AFP a professora da American University, Stacy Merida, especializada em indústria da música.

Até mesmo Madonna - que no início dos anos 1990 criou a turnê contemporânea como conhecemos, com cenários e figurinos elaborados - havia programado o início de sua turnê para julho.

As datas, entretanto, foram adiadas por motivos de saúde. Agora, a cantora de 64 anos espera começar seus shows em outubro, na Europa, e reagendar os shows da América do Norte.

Mas é Taylor Swift, que fará 106 shows com a turnê "The Eras", e Beyoncé, prestes a começar a etapa norte-americana da "Renaissance Tour", que estão perto de atingir a receita de US$ 1 bilhão (R$ 4,8 bilhões) em ingressos.

- Coleção de recordes -

Caso qualquer uma das duas rainhas do pop chegue nesta marca, Elton John será ultrapassado.

A recém-terminada turnê de despedida do cantor, "Farewell Yellow Brick Road", que começou em 2018, arrecadou mais de US$ 910 milhões (R$ 4,3 bilhões) até o dia 18 de junho - algumas semanas antes de seu último show em Estocolmo, em 8 de julho -, segundo cálculos da Billboard.

Elton John superou o recorde anterior de Ed Sheeran, que faturou US$ 776 milhões (R$ 3,7 bilhões) durante a turnê "Divide", entre 2017 e 2019.

Parte desses números vertiginosos é explicada pelo aumento dos preços dos ingressos. Sheeran cobrou pouco menos de US$ 100 (R$ 480) com "Divide", de acordo com a Pollstar, mas ele se apresentou mais de 200 vezes.

Os ingressos para 'Bey' e 'Tay' estão, em média, mais do que o dobro disso - para os assentos mais baratos.

A Live Nation, que se fundiu à Ticketmaster em 2010, diz que já vendeu 100 milhões de entradas para os shows de 2023, mais do que o total comercializado no ano de 2019.

A empresa faturou US$ 4,4 bilhões (R$ 21,1 bilhões) no segundo trimestre deste ano, com a venda de ingressos para cerca de 12.500 eventos para 33,5 milhões de fãs.

"Com a maior parte do mundo totalmente reaberta, está claro que os shows continuam sendo uma alta prioridade para os fãs", disse a Live Nation em seu relatório de ganhos mais recente.

- Reclamações -

Assim como a demanda disparou, as reclamações sobre o monopólio da Live Nation e da Ticketmaster também cresceram.

Os frequentadores de shows reclamam há anos sobre as taxas ocultas, o aumento de custos, a proliferação dos cambistas e o número limitado de ingressos devido à pré-venda.

As reclamações surgiram novamente neste ano, depois dos problemas na venda de ingressos para os shows de Swift, que provocaram duras críticas sobre supostas práticas anticompetitivas e pedidos para a dissolução da empresa.

"O monopólio integrado vertical realmente tem muitos efeitos dominó em termos de preços", disse o veterano da indústria da música Andrew Leff, professor da Universidade do Sul da Califórnia.

"Se você é a Ticketmaster, pode cobrar o quanto quiser e você não tem concorrência, e surge uma demanda por Taylor Swift ou Beyoncé, isso é simplesmente economia de oferta e demanda", disse ele à AFP.

- A elite e o resto -

As turnês são a salvação para artistas cujos royalties sobre o streaming são insignificantes, sobretudo depois da pandemia de coronavírus.

E, de acordo com Leff, o boom dos shows não está necessariamente vendo seus benefícios chegarem a concertos menores.

"Realmente existem duas indústrias musicais: uma para 1% (dos artistas) e outra para 99%", explica.

No outono passado, a artista independente Santigold foi uma das primeiras a falar sobre os desafios enfrentados por artistas como ela.

Ela cancelou sua turnê, e alegou que era "simplesmente incapaz de fazer funcionar", principalmente devido à inflação e à competição em um mercado saturado.

Enquanto isso, dados recentes da companhia de pesquisa QuestionPro sugerem que a turnê de Taylor Swift pode gerar cerca de US$ 4,6 bilhões (R$ 21,4 bilhões) injetados nas economias locais dos Estados Unidos - hotéis, restaurantes e transporte.

Em maio, a 'Queen Bey' causou um "blip da Beyoncé" em Estocolmo, quando a passagem da turnê "Renaissance" elevou a inflação da sueca em cerca de 0,2 pontos percentuais, indicou o economista-chefe para a Suécia do Danske Bank, Michael Grahn.

M.Fujitav--JT