The Japan Times - Andrés Serrano, o fotógrafo que passou de 'blasfemo' a abençoado pelo papa

EUR -
AED 4.330938
AFN 77.832669
ALL 96.602299
AMD 448.308258
ANG 2.111018
AOA 1081.405926
ARS 1712.281766
AUD 1.683491
AWG 2.122717
AZN 2.011969
BAM 1.952352
BBD 2.385487
BDT 144.854178
BGN 1.98046
BHD 0.444593
BIF 3523.311312
BMD 1.179287
BND 1.505609
BOB 8.213494
BRL 6.173331
BSD 1.184408
BTN 108.30872
BWP 15.600156
BYN 3.391411
BYR 23114.031108
BZD 2.381993
CAD 1.612735
CDF 2541.363858
CHF 0.917604
CLF 0.025732
CLP 1016.049951
CNY 8.19192
CNH 8.177927
COP 4279.633617
CRC 588.120153
CUC 1.179287
CUP 31.251113
CVE 110.070608
CZK 24.316784
DJF 210.907524
DKK 7.469871
DOP 74.866187
DZD 153.292081
EGP 55.426182
ERN 17.68931
ETB 184.766832
FJD 2.595906
FKP 0.863817
GBP 0.863125
GEL 3.178225
GGP 0.863817
GHS 12.987064
GIP 0.863817
GMD 86.679113
GNF 10400.833668
GTQ 9.08795
GYD 247.792382
HKD 9.214933
HNL 31.289151
HRK 7.535878
HTG 155.34618
HUF 380.604318
IDR 19774.289471
ILS 3.641857
IMP 0.863817
INR 106.493127
IQD 1551.553277
IRR 49677.477759
ISK 145.005151
JEP 0.863817
JMD 186.104935
JOD 0.836112
JPY 183.85502
KES 152.423113
KGS 103.128449
KHR 4772.274622
KMF 492.941585
KPW 1061.343532
KRW 1709.471372
KWD 0.362501
KYD 0.986953
KZT 598.108773
LAK 25471.016518
LBP 105583.598595
LKR 366.770704
LRD 219.701992
LSL 18.962411
LTL 3.482129
LVL 0.713339
LYD 7.482785
MAD 10.800625
MDL 20.051588
MGA 5285.631848
MKD 61.645314
MMK 2476.644764
MNT 4208.203103
MOP 9.528032
MRU 47.067395
MUR 54.117259
MVR 18.220542
MWK 2055.212701
MXN 20.433806
MYR 4.637552
MZN 75.179503
NAD 18.962572
NGN 1643.820395
NIO 43.616812
NOK 11.426404
NPR 173.429011
NZD 1.954946
OMR 0.453443
PAB 1.184408
PEN 3.989155
PGK 5.079035
PHP 69.680557
PKR 331.782131
PLN 4.222208
PYG 7875.092072
QAR 4.329654
RON 5.095662
RSD 117.416885
RUB 90.476221
RWF 1732.876805
SAR 4.422659
SBD 9.502817
SCR 16.389742
SDG 709.342365
SEK 10.551968
SGD 1.498998
SHP 0.884771
SLE 28.863016
SLL 24729.064203
SOS 677.426358
SRD 44.842382
STD 24408.866168
STN 24.476076
SVC 10.363653
SYP 13042.416233
SZL 18.967656
THB 37.188904
TJS 11.062064
TMT 4.139298
TND 3.417065
TOP 2.839441
TRY 51.295343
TTD 8.018906
TWD 37.243063
TZS 3050.273424
UAH 51.045558
UGX 4230.52861
USD 1.179287
UYU 45.948851
UZS 14479.428382
VES 438.270999
VND 30663.828412
VUV 140.969154
WST 3.21511
XAF 655.310907
XAG 0.013545
XAU 0.000239
XCD 3.187083
XCG 2.134521
XDR 0.814972
XOF 654.800579
XPF 119.331742
YER 281.112568
ZAR 18.879387
ZMK 10615.001017
ZMW 23.242951
ZWL 379.73003
Andrés Serrano, o fotógrafo que passou de 'blasfemo' a abençoado pelo papa
Andrés Serrano, o fotógrafo que passou de 'blasfemo' a abençoado pelo papa / foto: JOEL SAGET - AFP

Andrés Serrano, o fotógrafo que passou de 'blasfemo' a abençoado pelo papa

O fotógrafo americano Andrés Serrano causou um escândalo no final da década de 1980 com seu "Cristo da urina", um trabalho para o qual ele mergulhou um crucifixo em urina e sangue.

Tamanho do texto:

Quase 40 anos depois, outra de suas obras acaba de entrar para as coleções do Vaticano.

Até mesmo o papa Francisco deu sua bênção em junho passado, explica o artista com orgulho à AFP.

"Fui convidado para ouvir e conhecer o papa na Capela Sistina, durante o 50º aniversário da coleção de arte contemporânea do Vaticano", explicou ele em uma entrevista durante sua visita a Paris.

Filho de um hondurenho e uma cubana, nascido em Nova York há 73 anos, Serrano sempre se declarou um católico fervoroso.

Durante a visita, o Vaticano aceitou um trabalho religioso de sua autoria, diz Serrano. "Portanto, sinto que a Igreja aceitou o fato de eu ser um artista, ao contrário da reação nos Estados Unidos, onde a direita religiosa ainda me odeia", diz ele.

- Retrospectiva em Paris -

O Museu Maillol, em Paris, abre no sábado uma retrospectiva de 89 obras de um artista que empreendeu uma tarefa árdua há mais de cinco décadas: retratar da forma mais ampla possível todas as facetas dos Estados Unidos.

Dividida em dez capítulos, a exposição mostra o olhar sem julgamentos de Serrano sobre seus compatriotas, sejam eles vagabundos, personalidades como Donald Trump, retratado em 2004, homens e mulheres da Ku Klux Klans, gays ou casais heterossexuais nus... E também seus fetiches, como armas, a bandeira ou símbolos religiosos.

Serrano fotografa seus temas com cores saturadas, mas a pose é neutra. Por outro lado, suas opiniões políticas são claras.

"Acho que o futuro dos Estados Unidos está sendo escrito neste momento e que é uma repetição da história e, acima de tudo, da guerra civil, e que Donald Trump a reviveu", explica o artista, seis meses antes das próximas eleições presidenciais.

Serrano não só fotografou o então famoso empresário antes de ele chegar à Casa Branca, como também colecionou inúmeros objetos de Trump, de ursinhos de pelúcia a garrafas de licor, que ele também expõe no Musée Maillol.

Mas foram sobretudo seus retratos frontais e crus de pessoas com deficiência e nuas, suas séries sobre tortura ou fluidos corporais que lhe trouxeram fama e problemas.

- "Ir muito longe" -

"É engraçado porque, quando fotografo pessoas, geralmente tenho apenas alguns minutos com elas. Então, eu me lembro delas por meio das fotografias. Elas se tornam parte de meu trabalho, parte de minha vida", explica ele.

"Como eu consigo retratá-las? Porque eles entendem que sou um artista e que minhas intenções são sinceras", diz ele.

Seu "Cristo da urina" é considerado uma das obras que mais contribuíram para as guerras culturais nos Estados Unidos entre a direita conservadora e a intelectualidade de esquerda, uma luta que continua até hoje.

"Eu tirei essas fotos em um determinado momento. Eu não as faria novamente, porque já está feito. Os tempos mudaram. E acho que há muitas outras coisas que você pode fazer hoje em dia, e as pessoas (artistas) encontram maneiras de fazer isso.

"Aprendi que poderia ir muito longe e sinto que isso ainda não é suficiente", acrescenta com um sorriso.

A polêmica lhe trouxe fama fora do país. Em 2012, ele quis conhecer suas origens cubanas e conseguiu ser convidado para a Bienal de Havana, onde fotografou os interiores decadentes de casas coloniais.

"Achei triste e, pelo que me disseram, a decadência está ainda pior agora", lembra ele.

K.Tanaka--JT