The Japan Times - Em meio a protestos e denúncias, França vive sua própria guerra cultural

EUR -
AED 4.291853
AFN 74.20555
ALL 95.817815
AMD 433.455649
ANG 2.091744
AOA 1072.818501
ARS 1638.506826
AUD 1.632748
AWG 2.106487
AZN 1.990357
BAM 1.953347
BBD 2.35407
BDT 143.439249
BGN 1.949423
BHD 0.441046
BIF 3476.725911
BMD 1.168647
BND 1.491028
BOB 8.106819
BRL 5.803267
BSD 1.168797
BTN 111.103472
BWP 15.866075
BYN 3.306048
BYR 22905.488356
BZD 2.351147
CAD 1.591388
CDF 2706.587474
CHF 0.915754
CLF 0.027087
CLP 1066.063434
CNY 7.982153
CNH 7.984544
COP 4357.243268
CRC 531.430334
CUC 1.168647
CUP 30.969155
CVE 110.612191
CZK 24.389204
DJF 207.691682
DKK 7.472507
DOP 69.652174
DZD 154.919394
EGP 62.777052
ERN 17.52971
ETB 183.565314
FJD 2.569626
FKP 0.860383
GBP 0.863052
GEL 3.137761
GGP 0.860383
GHS 13.083022
GIP 0.860383
GMD 85.895285
GNF 10257.799024
GTQ 8.932985
GYD 244.542893
HKD 9.157094
HNL 31.121083
HRK 7.532867
HTG 152.967138
HUF 363.833773
IDR 20359.181045
ILS 3.445114
IMP 0.860383
INR 111.424699
IQD 1530.928048
IRR 1536771.285057
ISK 143.404361
JEP 0.860383
JMD 184.138751
JOD 0.828586
JPY 184.014633
KES 150.9308
KGS 102.163736
KHR 4688.613046
KMF 491.418383
KPW 1051.782626
KRW 1722.925073
KWD 0.360066
KYD 0.974177
KZT 542.229047
LAK 25666.412509
LBP 104478.510829
LKR 373.507738
LRD 214.592902
LSL 19.668377
LTL 3.450711
LVL 0.706903
LYD 7.403358
MAD 10.806479
MDL 20.124727
MGA 4855.72974
MKD 61.629324
MMK 2453.867013
MNT 4179.872431
MOP 9.431855
MRU 46.687326
MUR 54.867673
MVR 18.061438
MWK 2035.196284
MXN 20.443791
MYR 4.630763
MZN 74.688328
NAD 19.668818
NGN 1601.502687
NIO 42.912313
NOK 10.821663
NPR 177.763476
NZD 1.988226
OMR 0.449351
PAB 1.169032
PEN 4.097227
PGK 5.063165
PHP 71.926154
PKR 325.76083
PLN 4.254285
PYG 7266.873964
QAR 4.257374
RON 5.198375
RSD 117.379233
RUB 88.062485
RWF 1706.809477
SAR 4.384993
SBD 9.37941
SCR 15.611293
SDG 701.776103
SEK 10.848785
SGD 1.492579
SHP 0.872513
SLE 28.807263
SLL 24505.946442
SOS 667.878202
SRD 43.77288
STD 24188.640968
STN 24.716892
SVC 10.22911
SYP 129.164732
SZL 19.668031
THB 38.261526
TJS 10.942258
TMT 4.096109
TND 3.372136
TOP 2.813823
TRY 52.845082
TTD 7.940029
TWD 36.926332
TZS 3035.574024
UAH 51.508713
UGX 4386.609027
USD 1.168647
UYU 47.080874
UZS 14021.431015
VES 571.401656
VND 30757.045679
VUV 138.810511
WST 3.173098
XAF 655.134256
XAG 0.015865
XAU 0.000256
XCD 3.158328
XCG 2.106954
XDR 0.812946
XOF 652.69255
XPF 119.331742
YER 278.868447
ZAR 19.623401
ZMK 10519.232616
ZMW 21.890509
ZWL 376.303975
Em meio a protestos e denúncias, França vive sua própria guerra cultural
Em meio a protestos e denúncias, França vive sua própria guerra cultural / foto: YOHAN BONNET - AFP

Em meio a protestos e denúncias, França vive sua própria guerra cultural

O debate sobre a "cultura do cancelamento" cultural tem agitado a França, que enfrenta uma tempestade através de colunas nos jornais, demissões e declarações de funcionários públicos.

Tamanho do texto:

"O wokismo se tornou uma política de censura", declarou na terça-feira (6) a nova ministra francesa da Cultura, Rachida Dati, nomeada no início de janeiro pelo presidente Emmanuel Macron.

"Sou a favor da liberdade de arte e de criação, não sou a favor da censura", declarou a ministra de direita, garantindo que abordará o tema com funcionários de alto escalão do ministério.

"Wokismo", ou "movimento woke", é um termo inglês surgido nos Estados Unidos, ligado à luta contra a segregação racial e se refere ao "despertar", ou "tomada de consciência" ("to wake") de qualquer pessoa que descubra e assuma as reivindicações contra qualquer tipo de discriminação.

Na última década, o movimento woke assumiu muitos outros objetivos, como a luta anticolonial, de gênero, contra a mudança climática, entre outros.

No campo cultural, esta mobilização provoca o "cancelamento" de personalidades — seja por suas obras, ações ou declarações — que são banidas da vida pública.

- O caso Tesson -

O escritor francês Sylvain Tesson, autor de sucesso de livros de viagens, alguns deles até mesmo adaptados ao cinema, como "O Leopardo das Neves" (2021), foi o alvo mais recente deste movimento.

Este ano, Tesson foi nomeado curador da "Primavera dos Poetas" de Paris, que completa 25 anos em março.

Um grupo de intelectuais criticou esta designação no jornal de esquerda "Libération", acusando o escritor de possuir "uma ideologia reacionária" e ser um representante da "extrema direita literária".

Tesson elogiou antigas figuras literárias francesas, tanto de direita como de esquerda, e apoiou publicamente a Armênia no conflito contra o Azerbaijão.

Entretanto, o governo francês declarou apoio ao autor, bem como outros escritores e artistas.

A polêmica também gira em torno do ator Gérard Depardieu, acusado de agressão sexual por diversas mulheres e de estupro por uma atriz com quem contracenou na época do ocorrido. A denúncia contra ele foi arquivada no final de dezembro, mas declarações públicas a seu favor e contra inundaram a imprensa francesa.

Após uma carta pública em apoio ao cineasta, assinada por cerca de 60 personalidades, a resposta contra ele foi imediata, com um texto com oito mil signatários.

A repercussão fez com que o governo francês considerasse retirar a Legião de Honra do ator, mas depois recuou.

- O exemplo de Zola -

Desde o famoso artigo "Eu acuso" do escritor Émile Zola (1840-1902), que em 1898 ajudou de forma decisiva a denunciar o escândalo Dreyfus, as colunas publicados na imprensa têm desempenhado um papel fundamental na França.

Mas agora "as redes sociais e os novos meios de comunicação evoluíram os limites do espaço público", explica a professora de Ciências da Informação Claire Blandin.

No caso Depardieu, o debate foi ampliado porque é liderado por grandes estrelas, mas também ocorre em muitos outros níveis, como na vida universitária.

O "wokismo" está intimamente ligado à desconstrução, teoria que nasceu nas salas de aula das universidades francesas. No entanto, segundo especialistas que denunciam um "bumerangue intelectual", a teoria voltou transformada desde que chegou dos EUA.

Para expressar sua rejeição a este movimento, um grupo de intelectuais organizou um debate na Universidade de Sorbonne em 2022, que gerou protestos na entrada da instituição.

Meses depois, adeptos do movimento woke organizaram o seu próprio colóquio: "Quem tem medo da desconstrução?".

"Odeio a expressão 'libertar a palavra' porque é justamente uma expressão dos 'wokistas'. Mas colocamos um fenômeno em evidência e a partir daí a polêmica continua", disse a professora de Literatura Comparada Emmanuelle Hénin, uma das organizadoras do evento na Sorbonne.

S.Suzuki--JT