The Japan Times - Putin acelera o passo rumo ao 'totalitarismo' na Rússia, diz escritor Boris Akunin

EUR -
AED 4.333943
AFN 77.886842
ALL 96.792942
AMD 447.296501
ANG 2.112488
AOA 1082.159122
ARS 1713.458937
AUD 1.696407
AWG 2.124194
AZN 1.996602
BAM 1.947356
BBD 2.379383
BDT 144.483519
BGN 1.981838
BHD 0.444943
BIF 3498.430304
BMD 1.180108
BND 1.500606
BOB 8.192823
BRL 6.20808
BSD 1.181378
BTN 108.03203
BWP 15.549237
BYN 3.382732
BYR 23130.117712
BZD 2.375908
CAD 1.613538
CDF 2543.133159
CHF 0.919263
CLF 0.025867
CLP 1021.391854
CNY 8.197621
CNH 8.187991
COP 4274.41035
CRC 586.16336
CUC 1.180108
CUP 31.272863
CVE 110.782636
CZK 24.314731
DJF 209.728756
DKK 7.46822
DOP 74.287605
DZD 153.336689
EGP 55.568333
ERN 17.701621
ETB 183.211244
FJD 2.604026
FKP 0.861189
GBP 0.863178
GEL 3.180407
GGP 0.861189
GHS 12.928055
GIP 0.861189
GMD 86.725765
GNF 10327.125434
GTQ 9.064695
GYD 247.168748
HKD 9.216882
HNL 31.213903
HRK 7.536877
HTG 154.830622
HUF 380.943748
IDR 19785.927529
ILS 3.659326
IMP 0.861189
INR 106.761956
IQD 1546.531595
IRR 49712.051645
ISK 145.200535
JEP 0.861189
JMD 185.488081
JOD 0.836727
JPY 183.523283
KES 152.387676
KGS 103.200652
KHR 4750.534523
KMF 493.285478
KPW 1062.097242
KRW 1711.664242
KWD 0.362458
KYD 0.984473
KZT 596.578289
LAK 25366.422407
LBP 100958.242999
LKR 365.838373
LRD 219.499673
LSL 19.011247
LTL 3.484552
LVL 0.713836
LYD 7.458173
MAD 10.808314
MDL 20.001122
MGA 5251.480408
MKD 61.658671
MMK 2478.210923
MNT 4206.642931
MOP 9.503692
MRU 47.121434
MUR 53.872178
MVR 18.232606
MWK 2049.847706
MXN 20.52202
MYR 4.671456
MZN 75.231947
NAD 19.011085
NGN 1641.53047
NIO 43.30141
NOK 11.441467
NPR 172.851978
NZD 1.962741
OMR 0.453763
PAB 1.181383
PEN 3.972238
PGK 5.001318
PHP 69.531845
PKR 330.135697
PLN 4.221949
PYG 7854.940943
QAR 4.297069
RON 5.095943
RSD 117.395934
RUB 90.220397
RWF 1714.696992
SAR 4.425624
SBD 9.50943
SCR 16.816716
SDG 709.838278
SEK 10.571614
SGD 1.500395
SHP 0.885387
SLE 28.883091
SLL 24746.274816
SOS 674.433345
SRD 44.873592
STD 24425.853934
STN 25.077296
SVC 10.337309
SYP 13051.493324
SZL 19.011467
THB 37.149753
TJS 11.033804
TMT 4.142179
TND 3.36036
TOP 2.841417
TRY 51.311217
TTD 7.998387
TWD 37.281027
TZS 3054.698637
UAH 50.877442
UGX 4219.703348
USD 1.180108
UYU 45.831275
UZS 14456.323222
VES 436.394019
VND 30706.41137
VUV 140.617793
WST 3.199014
XAF 653.152601
XAG 0.014267
XAU 0.000247
XCD 3.189301
XCG 2.129068
XDR 0.810988
XOF 650.832122
XPF 119.331742
YER 281.308231
ZAR 18.963758
ZMK 10622.392479
ZMW 23.184454
ZWL 379.994309
Putin acelera o passo rumo ao 'totalitarismo' na Rússia, diz escritor Boris Akunin
Putin acelera o passo rumo ao 'totalitarismo' na Rússia, diz escritor Boris Akunin / foto: ANDREY SMIRNOV - AFP

Putin acelera o passo rumo ao 'totalitarismo' na Rússia, diz escritor Boris Akunin

A Rússia está se tornando, a passos largos, um Estado "totalitário", afirmou o escritor exilado Boris Akunin, incluído recentemente na lista de personalidades consideradas "terroristas" pelo governo do presidente Vladimir Putin.

Tamanho do texto:

"O regime de Putin claramente decidiu dar um novo passo em sua conversão de um Estado policial e autocrático para um Estado totalitário", afirmou Akunin, que atualmente mora na Espanha, em entrevista com a AFP por videoconferência.

A Rússia incluiu Boris Akunin em sua lista de personalidades "terroristas e extremistas". É a primeira vez em décadas que as autoridades russas adotam esta medida contra um escritor. Foi aberta uma investigação contra ele após suas críticas contra a guerra na Ucrânia.

"Quando a repressão se estende à esfera da literatura em um país como a Rússia, onde a literatura [ocupa um lugar] tão central, é um sinal importante" de alerta, observou o romancista, que também tem nacionalidade britânica.

Registrado como Grigori Chjartishvili em 1956 na Geórgia, na época uma república soviética, Boris Akunin é conhecido por seus romances policiais históricos, sobretudo, pela saga de sucesso protagonizada pelo detetive Erast Fandorin, ambientada na época czarista.

Extremamente popular, seus livros venderam mais de 30 milhões de exemplares em seu país. Várias de suas obras foram publicadas em português, como "A Jogada Turca", "Rainha do Inverno", "O Valete de Espadas" e "Leviatã".

Em 2014, Boris Akunin se pronunciou contra a anexação da república ucraniana da Crimeia e, em seguida, exilou-se na Europa. Em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, denunciou no Facebook o começo de uma "guerra absurda".

"Venceu a loucura", avaliou.

A inclusão de um escritor na lista de "terroristas" é algo que "não ocorria desde o período de Stalin e do Grande Terror", a repressão maciça contra opositores na segunda metade dos anos 1930, constatou Akunin.

Um deputado do partido Rússia Unida, de Vladimir Putin, qualificou Akunin de "inimigo", que deveria ser "destruído".

- "Mostrem-nos Navalny vivo!" -

A editora AST anunciou, neste mês, que deixaria de publicar as obras de Boris Akunin e de Dmtir Bykov, outro escritor crítico a Putin.

"O engraçado é que os promotores [encarregados da investigação] terão que ler todos os meus livros para buscar o extremismo", comentou, em tom de brincadeira. "Sou muito prolífico, escrevi 80 livros".

Segundo Akunin, esta investigação poderia ser uma cortina de fumaça do Kremlin para desviar a atenção da situação do opositor preso Alexei Navalny, de quem os familiares não têm notícias há duas semanas.

"Gostaria que os dirigentes mundiais dessem um ultimato a Putin: 'Mostrem-nos Navalny vivo!'. É muito importante", reforçou o romancista.

Para Akunin, a repressão vai piorar. "Dois passos mais e a Rússia vai se tornar um Estado completamente totalitário", vaticinou.

Desde 2022, ONGs e veículos de comunicação têm alertado que artistas que criticaram a invasão russa da Ucrânia ou que não manifestaram seu apoio ao poder foram demitidos ou tiveram de se exilar. Outros foram presos.

Mas, segundo Akunin, os dirigentes ocidentais cometeram um "erro estratégico", ao não entender a lógica histórica do imperialismo russo. Os ocidentais também se equivocam, ao não apoiar os opositores russos no exílio, segundo ele.

"O trágico é que o mundo, no qual acreditavam ter encontrado refúgio, não foi hospitaleiro", afirmou o escritor, acrescentando que vários exilados acabam voltando para a Rússia.

Ele disse acreditar, no entanto, em que os opositores conseguirão impor uma mudança na Rússia até derrubar "um regime mais frágil do que parece".

"Penso que está claro que Putin não será derrubado militarmente" e que a mudança virá de dentro, destacou.

Y.Ishikawa--JT