The Japan Times - Americana relata sofrimento em investigação francesa contra Al Fayed

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Americana relata sofrimento em investigação francesa contra Al Fayed
Americana relata sofrimento em investigação francesa contra Al Fayed / foto: Shaun Curry - AFP/Arquivos

Americana relata sofrimento em investigação francesa contra Al Fayed

Uma americana que acusa Mohamed Al Fayed de agressão sexual após ser recrutada em Paris lembrou à AFP a "dor" que sente pelo fato de o empresário de origem egípcia, já morto, nunca ter prestado contas.

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Pelham Spong, de 42 anos e natural da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, afirma que Al Fayed a agrediu em Londres quando ela tinha pouco mais de 20 anos.

Spong foi recentemente avaliada na França por uma psicóloga no âmbito da investigação aberta em Paris sobre Al Fayed.

Nessa avaliação, relatou "a dimensão que esse assunto tomou" em sua vida.

"Existe a minha história, mas conheço umas 30 mulheres que são vítimas", disse então à AFP em Paris, onde é uma das várias denunciantes em uma investigação francesa por tráfico sexual.

"Cada vez que uma mulher me conta sua história, a dor se multiplica. Todas essas histórias vivem dentro de mim", acrescentou.

A mulher contou ao jornal The Times que procurou a polícia britânica em 2017 - vários anos antes da morte do empresário, em 2023, aos 94 anos -, mas afirma que ele nem sequer foi interrogado.

Os supostos crimes de Al Fayed vieram à tona pela primeira vez em uma investigação da BBC, em setembro de 2024.

A polícia britânica afirmou que, até agora, 154 vítimas se apresentaram para declarar que o ex-proprietário da Harrods, assim como do hotel Ritz de Paris e do clube Fulham, da Premier League, as agrediu ao longo de mais de 35 anos.

No entanto, as denunciantes estão frustradas com a investigação britânica.

No ano passado, as autoridades francesas começaram a investigar Al Fayed e seu irmão Salah, morto em 2010, em meio a denúncias sobre um vasto sistema de tráfico e abusos sexuais em território francês.

Uma psicóloga conversou com Spong no fim de março para corroborar seu depoimento como parte da investigação francesa, indicou nesta segunda-feira uma fonte a par do caso.

Sua advogada confirmou a informação, dizendo que se tratava de uma "etapa-chave" em um caso de suposta violência sexual.

A americana relatou que uma recrutadora a abordou em Paris em agosto de 2008 para lhe oferecer um cargo de assistente executiva de Al Fayed. Disse que depois passou "uma semana de orientação profissional" em Londres e que foi obrigada a se submeter a exames ginecológicos como parte de um check-up médico.

- Uma espécie de roupão de seda -

Spong relatou que Al Fayed mandou chamá-la certa noite depois das 22h00. "Estou no escritório dele e ele está sentado ali com uma espécie de roupão de seda e uma gravata branca", recordou.

Ela afirmou que ele a informou de que seu novo trabalho incluiria "manter relações sexuais com ele".

"Meu coração inteiro disse: 'Ah, merda!'. Mas eu ri", contou, porque queria acreditar que fosse uma piada.

"Estou falando sério. Você vai fazer amor comigo", teria insistido Al Fayed.

"Respondi que não podia fazer isso. Ele começou a se mostrar mais agressivo e me disse: 'Deus te deu um cérebro. Deus te deu beleza. Por que você não os usa?', como se eu fosse estúpida por não usar meu corpo para progredir na vida", explicou Spong.

A mulher acusou Al Fayed de então beijá-la à força.

Ela afirmou ter continuado com o processo de contratação porque seu "instinto de sobrevivência" se ativou e porque acreditava que poderia convencê-lo a contratá-la sem ter que ir para a cama com ele. Mas foi em vão, e ela recusou o posto.

Na denúncia apresentada às autoridades francesas, à qual a AFP teve acesso, Spong acusa a direção do Ritz de Paris de estar "ciente de que o hotel era usado como base a partir da qual mulheres eram entrevistadas e selecionadas para serem enviadas à Inglaterra para serem agredidas sexualmente por Fayed".

A direção do Ritz declarou em fevereiro à AFP estar "profundamente entristecida com os depoimentos e as denúncias de abusos" e estar "disposta a cooperar plenamente com as autoridades judiciais".

M.Sugiyama--JT