The Japan Times - Washington evita se submeter a avaliação de direitos humanos da ONU

EUR -
AED 4.358686
AFN 77.145243
ALL 96.636973
AMD 452.900547
ANG 2.124546
AOA 1088.336435
ARS 1725.464149
AUD 1.707235
AWG 2.139287
AZN 2.013799
BAM 1.955354
BBD 2.406161
BDT 145.986713
BGN 1.993151
BHD 0.450405
BIF 3539.352612
BMD 1.186844
BND 1.512981
BOB 8.255118
BRL 6.245411
BSD 1.194492
BTN 109.70591
BWP 15.629658
BYN 3.402638
BYR 23262.149846
BZD 2.402662
CAD 1.618648
CDF 2688.202567
CHF 0.917039
CLF 0.026071
CLP 1029.433075
CNY 8.250645
CNH 8.248248
COP 4355.422163
CRC 591.57508
CUC 1.186844
CUP 31.451376
CVE 110.240328
CZK 24.360569
DJF 212.73239
DKK 7.467503
DOP 75.214117
DZD 154.438388
EGP 55.90725
ERN 17.802666
ETB 185.585211
FJD 2.616576
FKP 0.866911
GBP 0.867168
GEL 3.19856
GGP 0.866911
GHS 13.087071
GIP 0.866911
GMD 86.639448
GNF 10482.786402
GTQ 9.162988
GYD 249.935117
HKD 9.268638
HNL 31.532341
HRK 7.53326
HTG 156.346985
HUF 381.685626
IDR 19929.431485
ILS 3.66783
IMP 0.866911
INR 109.139241
IQD 1565.043144
IRR 49995.819691
ISK 144.996819
JEP 0.866911
JMD 187.210468
JOD 0.841466
JPY 184.045735
KES 154.23072
KGS 103.78971
KHR 4803.985566
KMF 492.540492
KPW 1068.159944
KRW 1728.763412
KWD 0.364266
KYD 0.995565
KZT 600.827939
LAK 25709.354463
LBP 106980.457386
LKR 369.447316
LRD 215.332715
LSL 18.968635
LTL 3.504443
LVL 0.71791
LYD 7.496322
MAD 10.836529
MDL 20.093588
MGA 5338.805156
MKD 61.625948
MMK 2492.763063
MNT 4232.739691
MOP 9.606809
MRU 47.666934
MUR 53.894966
MVR 18.34888
MWK 2071.536383
MXN 20.742444
MYR 4.678488
MZN 75.673253
NAD 18.968315
NGN 1657.879276
NIO 43.960717
NOK 11.448953
NPR 175.530934
NZD 1.971295
OMR 0.457938
PAB 1.194628
PEN 3.994189
PGK 5.113942
PHP 69.865996
PKR 334.192385
PLN 4.215357
PYG 8002.209077
QAR 4.355625
RON 5.095363
RSD 117.373237
RUB 90.539571
RWF 1743.046616
SAR 4.451618
SBD 9.556012
SCR 17.136845
SDG 713.89198
SEK 10.574663
SGD 1.508331
SHP 0.890441
SLE 28.870014
SLL 24887.532355
SOS 682.755826
SRD 45.160023
STD 24565.282435
STN 24.494931
SVC 10.452529
SYP 13125.994308
SZL 18.96052
THB 37.452649
TJS 11.152051
TMT 4.153955
TND 3.432432
TOP 2.857636
TRY 51.635564
TTD 8.111185
TWD 37.507823
TZS 3076.276554
UAH 51.202541
UGX 4271.044125
USD 1.186844
UYU 46.360015
UZS 14604.669895
VES 410.578618
VND 30777.24846
VUV 140.986971
WST 3.217275
XAF 655.824039
XAG 0.014548
XAU 0.000252
XCD 3.207506
XCG 2.153009
XDR 0.815617
XOF 655.810227
XPF 119.331742
YER 282.854672
ZAR 19.202781
ZMK 10683.018904
ZMW 23.444753
ZWL 382.163406
Washington evita se submeter a avaliação de direitos humanos da ONU
Washington evita se submeter a avaliação de direitos humanos da ONU / foto: Fabrice COFFRINI - AFP

Washington evita se submeter a avaliação de direitos humanos da ONU

Os Estados Unidos não compareceram, nesta sexta-feira (7), à avaliação de suas atuações na área dos direitos humanos perante a ONU, o que gerou duras críticas de autoridades americanos e defensores civis.

Tamanho do texto:

Os representantes de Washington não se apresentaram à Revisão Periódica Universal (RPU). Assim, os Estados Unidos se tornaram o segundo país a boicotar esta avaliação desde a implementação do sistema, em 2008.

"Devíamos nos reunir esta tarde para proceder à avaliação dos Estados Unidos, no entanto, observo que a delegação dos Estados Unidos não está presente na sala", declarou o presidente do Conselho de Direitos Humanos, Jürg Lauber, no início da sessão.

A missão de Washington em Genebra havia confirmado esta semana que os Estados Unidos se ausentariam desta reunião, prevista para esta sexta-feira desde agosto.

Israel era até agora o único país que não se apresentou à sua própria avaliação, em 2013, depois que o Conselho de Direitos Humanos implementou o sistema de RPU em 2008.

"É profundamente decepcionante", reagiu Uzra Zeya, diretora da Human Rights First, lamentando o que chamou de "um mau sinal". Ela considerou que a decisão "fragiliza um processo que contribuiu para os avanços alcançados na área dos direitos humanos em todo o mundo, incluídos os Estados Unidos".

Zeya deve presidir, nesta sexta-feira, um dos diversos eventos organizados na ONU em Genebra por ativistas e legisladores americanos que viajaram para expressar suas preocupações sobre a situação dos direitos humanos nos Estados Unidos, especialmente desde o retorno ao poder do presidente Donald Trump, em janeiro.

A decisão de Washington segue o decreto de Trump, em fevereiro, que determinou a saída do país de vários órgãos da ONU, inclusive do Conselho de Direitos Humanos (CDH).

Embora Trump também tenha retirado o país do Conselho em seu primeiro mandato, sua administração participou da avaliação em 2020. Em agosto, os Estados Unidos argumentaram que não se apresentariam ao exame porque se opõem "à politização dos direitos humanos dentro do sistema das Nações Unidas".

"A retirada dos Estados Unidos compromete seriamente a universalidade, não apenas do processo, mas também do princípio segundo o qual o direito internacional dos direitos humanos é inalienável e se aplica a todos de maneira igualitária", advertiu à imprensa Phil Lynch, diretor do Serviço Internacional para os Direitos Humanos.

- "Trágico" -

"É trágico e profundamente irônico que tenhamos contribuído para a elaboração das normas e deste processo do qual hoje nos retiramos", declarou à AFP um ex-funcionário do governo americano sob a condição de anonimato.

A ausência também provocou indignação na sociedade civil, que normalmente participa das avaliações, fornecendo análises e recomendações.

Privados da tribuna da RPU, diversos grupos, acadêmicos e autoridades americanas expressaram suas preocupações sobre uma série de decisões e medidas alarmantes nos Estados Unidos.

Em particular, denunciaram a repressão dos protestos, a militarização dos controles de imigração, o envio da Guarda Nacional a cidades americanas, as repressões contra universidades e instituições artísticas e os ataques mortais contra barcos suspeitos de transportar drogas no Caribe e no Pacífico.

Muitos têm instado a comunidade internacional a se manifestar e apoiar os esforços para avaliar as ações do governo dos Estados Unidos.

Robert Saleem Holbrook, diretor do Centro de Direito Abolicionista, indicou que "diante da erosão de nossas liberdades civis, essas instâncias vão adquirir uma importância crescente no futuro".

Alguns temem, além disso, que a ausência dos Estados Unidos possa constituir um precedente infeliz. "Esperamos que isso não banalize a retirada do Conselho", declarou à AFP Sanjay Sethi, codiretor da Iniciativa de Liberdade Artística.

H.Nakamura--JT