The Japan Times - A busca pela verdade sobre 120 mil bebês roubados na Geórgia

EUR -
AED 4.339975
AFN 76.814055
ALL 96.797455
AMD 444.535927
ANG 2.115423
AOA 1083.663344
ARS 1692.015434
AUD 1.685082
AWG 2.130101
AZN 2.013663
BAM 1.954639
BBD 2.37329
BDT 144.104396
BGN 1.984592
BHD 0.444336
BIF 3491.925652
BMD 1.181748
BND 1.500509
BOB 8.142163
BRL 6.165657
BSD 1.1783
BTN 106.731597
BWP 15.599733
BYN 3.385189
BYR 23162.260663
BZD 2.369792
CAD 1.617282
CDF 2599.846012
CHF 0.916635
CLF 0.025765
CLP 1017.355497
CNY 8.200091
CNH 8.189295
COP 4354.327742
CRC 584.152989
CUC 1.181748
CUP 31.316322
CVE 110.877553
CZK 24.230684
DJF 209.825355
DKK 7.471252
DOP 74.365824
DZD 153.099053
EGP 55.224195
ERN 17.72622
ETB 183.179684
FJD 2.611077
FKP 0.872136
GBP 0.867943
GEL 3.184858
GGP 0.872136
GHS 12.949308
GIP 0.872136
GMD 86.268024
GNF 10342.855918
GTQ 9.037631
GYD 246.523555
HKD 9.234002
HNL 31.26319
HRK 7.534948
HTG 154.358305
HUF 377.809361
IDR 19918.953296
ILS 3.676034
IMP 0.872136
INR 107.038538
IQD 1548.680745
IRR 49781.134392
ISK 145.012752
JEP 0.872136
JMD 184.420447
JOD 0.837906
JPY 185.77138
KES 151.999706
KGS 103.344316
KHR 4765.99007
KMF 495.152823
KPW 1063.575845
KRW 1729.84719
KWD 0.363045
KYD 0.981917
KZT 582.993678
LAK 25320.958308
LBP 105522.815101
LKR 364.543446
LRD 221.518409
LSL 19.009707
LTL 3.489395
LVL 0.714828
LYD 7.461568
MAD 10.854401
MDL 20.090066
MGA 5230.892634
MKD 61.603405
MMK 2481.679614
MNT 4231.489931
MOP 9.482267
MRU 47.093105
MUR 54.43176
MVR 18.258453
MWK 2052.696671
MXN 20.401229
MYR 4.664955
MZN 75.33688
NAD 19.009707
NGN 1615.426317
NIO 43.36424
NOK 11.451852
NPR 170.770555
NZD 1.964016
OMR 0.453131
PAB 1.1783
PEN 3.979541
PGK 5.052998
PHP 69.145302
PKR 329.485672
PLN 4.218238
PYG 7785.375166
QAR 4.303159
RON 5.093811
RSD 117.646603
RUB 90.749791
RWF 1719.778381
SAR 4.431245
SBD 9.522701
SCR 16.161135
SDG 710.825762
SEK 10.663153
SGD 1.504252
SHP 0.886617
SLE 28.894177
SLL 24780.663673
SOS 672.200685
SRD 44.691391
STD 24459.797516
STN 24.485455
SVC 10.309876
SYP 13069.630436
SZL 19.00571
THB 37.266468
TJS 11.040741
TMT 4.142027
TND 3.365032
TOP 2.845365
TRY 51.538989
TTD 7.97926
TWD 37.331853
TZS 3045.890616
UAH 50.612034
UGX 4192.509477
USD 1.181748
UYU 45.542946
UZS 14469.404578
VES 446.683163
VND 30666.360419
VUV 141.795603
WST 3.221816
XAF 655.567566
XAG 0.015204
XAU 0.000238
XCD 3.193733
XCG 2.123638
XDR 0.815316
XOF 655.567566
XPF 119.331742
YER 281.732962
ZAR 18.960639
ZMK 10637.154271
ZMW 21.945963
ZWL 380.522372
A busca pela verdade sobre 120 mil bebês roubados na Geórgia
A busca pela verdade sobre 120 mil bebês roubados na Geórgia / foto: Vano SHLAMOV - AFP

A busca pela verdade sobre 120 mil bebês roubados na Geórgia

Em 2022, Elene Deisadze, uma estudante da Geórgia, estava navegando no TikTok quando se deparou com a conta de Anna Panchulidze, uma jovem que era muito parecida com ela.

Tamanho do texto:

Intrigada, Elene entrou em contato com Anna e as meninas, agora com 19 anos, iniciaram uma amizade digital em que a semelhança era um tema recorrente.

Quando Elene e Anna completaram 18 anos, descobriram, cada uma a seu modo, que eram adotadas.

Diante de tal coincidência, elas decidiram fazer um teste de DNA, cujo resultado mudou suas vidas: elas eram da mesma família e irmãs gêmeas.

"Tive uma infância feliz, mas agora todo o meu passado parece uma ilusão", disse Anna, uma estudante de Inglês, à AFP.

Elene e Anna não são casos isolados no país caucasiano, onde o tráfico de bebês prosperou por mais de meio século.

Os bebês eram frequentemente separados de suas mães no nascimento, com certidões de óbito falsas, e entregues para adoção na Geórgia ou no exterior com certidões de nascimento falsas.

Uma rede, suspeita de envolver maternidades, berçários e agências de adoção, organizava esses sequestros.

Pelo menos 120.000 bebês foram "roubados de seus pais e vendidos" entre 1950 e 2006, de acordo com a estimativa da jornalista georgiana Tamuna Museridze, que investiga o assunto.

- "Nova realidade" -

Elene, uma estudante de psicologia, e Anna começaram a revelar seu passado roubado há dois anos.

Seus respectivos pais planejavam há algum tempo revelar que elas haviam sido adotadas e finalmente o fizeram no ano passado.

Anna admite que achou difícil "aceitar essa nova realidade", mas diz que se sente "imensamente grata" a seus pais adotivos e feliz por ter encontrado sua irmã.

Foi Tamuna Museridze, que dirige um grupo no Facebook dedicado a reunir bebês roubados com seus pais biológicos, que ajudou a organizar o teste de DNA de Elene e Anna.

Ela fundou o grupo, que agora tem cerca de 200.000 membros, em 2021, depois de descobrir que havia sido adotada, na esperança de encontrar sua família.

"Eles diziam às mães que seus bebês haviam morrido após o nascimento e estavam enterrados no cemitério do hospital", explica Museridze.

Quanto aos pais adotivos, muitas vezes ouviam uma história inventada sobre o passado do bebê e não sabiam que a operação era ilegal.

Outros "optaram conscientemente por burlar a lei e comprar um bebê" para evitar a longa espera para adotar, diz Museridze.

Ela diz que os pais adotivos na Geórgia pagavam o equivalente a vários meses de salário e, no exterior, até US$ 30.000.

Na década de 2000, as medidas contra o tráfico introduzidas pelo então presidente Mikheil Saakashvili finalmente puseram fim a esse sistema.

- Incógnitas -

A mãe adotiva de Elene, Lia Korkotadze, explica que ela e seu marido decidiram adotar depois de descobrirem que não poderiam ter filhos.

Mas ir a um orfanato "parecia impossível, por assim dizer, por causa das listas de espera muito longas", diz a economista de 61 anos.

Em 2005, um conhecido lhe contou sobre um bebê de seis meses em um hospital local que poderia ser adotado mediante o pagamento de uma taxa.

Pouco tempo depois, Elene chegou à sua casa, sem que Korkotadze suspeitasse que havia "algo ilegal" acontecendo.

O trabalho de Tamuna Museridze foi fundamental para despertar a opinião pública. Mais de 800 famílias foram reunidas por meio de seu grupo no Facebook.

Apesar das investigações iniciadas pelos diversos governos da Geórgia, poucas informações foram divulgadas e as incógnitas continuam sendo maiores do que as respostas.

O porta-voz do Ministério do Interior, Tato Kuchava, disse à AFP que a investigação estava "em andamento", sem dar mais detalhes.

Museridze acredita que isso não é suficiente. "O governo não fez nada de concreto para nos ajudar.

M.Ito--JT