The Japan Times - Brasil quer ser mais resiliente, após sofrer com eventos climáticos extremos

EUR -
AED 4.193161
AFN 73.073718
ALL 94.138849
AMD 419.575587
ANG 2.044236
AOA 1047.582358
ARS 1691.189375
AUD 1.660896
AWG 2.055194
AZN 1.941446
BAM 1.954754
BBD 2.295772
BDT 140.484861
BGN 1.930604
BHD 0.429774
BIF 3391.115941
BMD 1.141774
BND 1.474424
BOB 7.893778
BRL 5.92444
BSD 1.13989
BTN 107.706393
BWP 15.490715
BYN 3.305732
BYR 22378.776576
BZD 2.292474
CAD 1.623232
CDF 2597.536421
CHF 0.922428
CLF 0.026755
CLP 1053.012399
CNY 7.757158
CNH 7.765464
COP 3933.412515
CRC 517.027993
CUC 1.141774
CUP 30.257019
CVE 110.206056
CZK 24.247233
DJF 202.981434
DKK 7.474454
DOP 67.784339
DZD 151.962952
EGP 56.174356
ERN 17.126615
ETB 181.485248
FJD 2.566994
FKP 0.865302
GBP 0.861623
GEL 3.014363
GGP 0.865302
GHS 12.892105
GIP 0.865302
GMD 83.913975
GNF 9992.74284
GTQ 8.696349
GYD 238.432473
HKD 8.952139
HNL 30.50857
HRK 7.532053
HTG 148.981621
HUF 353.999702
IDR 20464.021049
ILS 3.411108
IMP 0.865302
INR 108.229757
IQD 1496.29524
IRR 1571081.457826
ISK 144.000278
JEP 0.865302
JMD 179.484002
JOD 0.80956
JPY 184.911459
KES 147.83728
KGS 99.848573
KHR 4578.515147
KMF 493.246501
KPW 1027.597283
KRW 1766.102258
KWD 0.353459
KYD 0.949892
KZT 553.443987
LAK 25565.32623
LBP 102073.805207
LKR 383.275003
LRD 207.449045
LSL 18.748189
LTL 3.371363
LVL 0.690648
LYD 7.323083
MAD 10.715585
MDL 20.147224
MGA 4850.405731
MKD 61.625518
MMK 2397.32604
MNT 4087.469212
MOP 9.208075
MRU 45.842385
MUR 53.936843
MVR 17.651743
MWK 1983.261748
MXN 19.956582
MYR 4.63572
MZN 72.902063
NAD 18.747865
NGN 1575.819726
NIO 41.947931
NOK 11.346799
NPR 172.329828
NZD 2.022031
OMR 0.439001
PAB 1.13989
PEN 3.89683
PGK 5.004367
PHP 69.791523
PKR 316.96457
PLN 4.288561
PYG 6941.28741
QAR 4.162336
RON 5.241909
RSD 117.367569
RUB 87.917037
RWF 1673.305023
SAR 4.287701
SBD 9.208456
SCR 15.322575
SDG 685.631614
SEK 11.095449
SGD 1.476434
SHP 0.85245
SLE 28.316491
SLL 23942.440684
SOS 652.525787
SRD 42.810257
STD 23632.423089
STN 24.487117
SVC 9.973666
SYP 126.20271
SZL 18.842173
THB 38.00339
TJS 10.566448
TMT 4.007628
TND 3.363953
TOP 2.749119
TRY 53.263204
TTD 7.748855
TWD 36.400795
TZS 2997.161032
UAH 51.156838
UGX 4177.765497
USD 1.141774
UYU 45.86587
UZS 13737.652333
VES 710.461668
VND 30017.246744
VUV 136.075843
WST 3.175141
XAF 655.606345
XAG 0.01962
XAU 0.000285
XCD 3.085702
XCG 2.054301
XDR 0.815364
XOF 655.606345
XPF 119.331742
YER 272.425469
ZAR 18.776992
ZMK 10277.333557
ZMW 20.636962
ZWL 367.650864
Brasil quer ser mais resiliente, após sofrer com eventos climáticos extremos
Brasil quer ser mais resiliente, após sofrer com eventos climáticos extremos / foto: Anderson Coelho - AFP

Brasil quer ser mais resiliente, após sofrer com eventos climáticos extremos

Selmar Klunk soube por grupos do WhatsApp, pouco após o meio-dia de 4 de setembro, que a situação em Encantado, pequena cidade gaúcha, estava fora de controle por causa das inundações.

Tamanho do texto:

Depois de quase 24 horas de chuvas intensas, o rio Taquari, que margeia o município, transbordou completamente. Klunk deixou seu trabalho e, com água na altura da cintura, se juntou a voluntários que evacuavam vizinhos de suas casas, na parte baixa da cidade.

"Pegou todo mundo de surpresa, não estávamos preparados. Com um plano, teria sido possível salvar [muitas] vidas", lamentou este homem de 52 anos, que trabalha com turismo. Ao menos 51 pessoas morreram no Rio Grande do Sul por causa daquelas cheias. Sete continuam desaparecidas.

A 2.000 km de Encantado, um grupo integrado por cientistas, funcionários do governo e ONGs começou a discutir em um seminário, realizado no fim de setembro, em Brasília, como preparar o Brasil para mitigar os efeitos dos eventos climáticos extremos.

Diagnósticos apontam que os fenômenos que têm impactado o país reiteradamente nos últimos tempos tendem a se repetir.

Agora mesmo, o Amazonas sofre com uma seca extrema que ameaça o abastecimento de meio milhão de pessoas.

A isto se somam as inundações do mês passado no Rio Grande do sul e as chuvas recorde de fevereiro em São Sebastião, no litoral de São Paulo, que causaram deslizamentos, que mataram 65 pessoas.

"O problema da mudança do clima e dos eventos extremos [é] que batiam à nossa porta, agora a arrebentam, entram nas nossas casas e se instalam da pior forma possível", disse a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, durante o seminário, promovido por sua pasta após a tragédia em São Sebastião.

- Vulnerabilidade -

Estima-se que no Brasil, 10 milhões de pessoas, distribuídas em 1.038 municípios - quase um quinto do total - estejam vulneráveis a eventos climáticos extremos, segundo o Centro de Monitoramento e Alertas Naturais (Cemaden), um órgão federal.

"Temos que ter um sistema de alerta rápido, áreas de fuga. Como as pessoas vão se proteger para não perder suas vidas e ter o mínimo de prejuízo possível?", defendeu Marina.

A ministra assegurou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está trabalhando para conter o avanço das mudanças climáticas, por exemplo, reduzindo o desmatamento na Amazônia e, ao mesmo tempo, para se adaptar aos efeitos de um processo que "já está em curso".

O Brasil está "na vanguarda na busca de soluções de adaptação", afirma Jean Ometto, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O cientista coordena a ferramenta "Adapta Brasil", plataforma que mapeia todos os municípios e, processando bases de dados, determina seu nível de risco frente aos eventos climáticos.

O sistema calcula, por exemplo, o risco de deslizamentos de terra e inundações, segundo fatores como características do terreno, tipo de urbanização e condição socioeconômica da população, explica Ometto.

A plataforma "é inovadora" e pode ajudar os tomadores de decisões a agirem com base em "informações que têm densidade científica", afirma o especialista.

Manter a Amazônia de pé é chave para evitar novas catástrofes, afirma o cientista Carlos Nobre, estudioso da maior floresta tropical do planeta, co-ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2007 como integrante da equipe de especialistas que compõem o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.

No entanto, "há uma urgência gigantesca para que, além de mitigar as emissões, tornemos os brasileiros mais resilientes aos extremos climáticos", disse Nobre, ao qualificar como "inevitável" a repetição dos desastres.

- "Campeão em prevenção" -

Mami Mizutori, representante da ONU para a redução do risco de desastres, defende que os governos parem de "apenas responder" aos fenômenos climáticos extremos.

"Logicamente que as respostas são importantes, mas é preciso dar mais importância à prevenção. É preciso uma infraestrutura mais resiliente, diminuir a vulnerabilidade da sociedade e ter um bom sistema de governança", disse Mizutori à AFP, durante visita ao Brasil.

Ele se mostrou otimista em relação ao país, destacando a luta de Lula contra "a desigualdade e a pobreza".

"O Brasil se encaminha para se tornar um campeão mundial na prevenção e na redução do risco de desastres", acrescentou a representante da ONU.

S.Yamamoto--JT