The Japan Times - STF inicia votação sobre descriminalização do aborto

EUR -
AED 4.330938
AFN 77.832669
ALL 96.602299
AMD 448.308258
ANG 2.111018
AOA 1081.405926
ARS 1712.281766
AUD 1.683491
AWG 2.122717
AZN 2.011969
BAM 1.952352
BBD 2.385487
BDT 144.854178
BGN 1.98046
BHD 0.444593
BIF 3523.311312
BMD 1.179287
BND 1.505609
BOB 8.213494
BRL 6.173331
BSD 1.184408
BTN 108.30872
BWP 15.600156
BYN 3.391411
BYR 23114.031108
BZD 2.381993
CAD 1.612735
CDF 2541.363858
CHF 0.917604
CLF 0.025732
CLP 1016.049951
CNY 8.19192
CNH 8.177927
COP 4279.633617
CRC 588.120153
CUC 1.179287
CUP 31.251113
CVE 110.070608
CZK 24.316784
DJF 210.907524
DKK 7.469871
DOP 74.866187
DZD 153.292081
EGP 55.426182
ERN 17.68931
ETB 184.766832
FJD 2.595906
FKP 0.863817
GBP 0.863125
GEL 3.178225
GGP 0.863817
GHS 12.987064
GIP 0.863817
GMD 86.679113
GNF 10400.833668
GTQ 9.08795
GYD 247.792382
HKD 9.214933
HNL 31.289151
HRK 7.535878
HTG 155.34618
HUF 380.604318
IDR 19774.289471
ILS 3.641857
IMP 0.863817
INR 106.493127
IQD 1551.553277
IRR 49677.477759
ISK 145.005151
JEP 0.863817
JMD 186.104935
JOD 0.836112
JPY 183.85502
KES 152.423113
KGS 103.128449
KHR 4772.274622
KMF 492.941585
KPW 1061.343532
KRW 1709.471372
KWD 0.362501
KYD 0.986953
KZT 598.108773
LAK 25471.016518
LBP 105583.598595
LKR 366.770704
LRD 219.701992
LSL 18.962411
LTL 3.482129
LVL 0.713339
LYD 7.482785
MAD 10.800625
MDL 20.051588
MGA 5285.631848
MKD 61.645314
MMK 2476.644764
MNT 4208.203103
MOP 9.528032
MRU 47.067395
MUR 54.117259
MVR 18.220542
MWK 2055.212701
MXN 20.433806
MYR 4.637552
MZN 75.179503
NAD 18.962572
NGN 1643.820395
NIO 43.616812
NOK 11.426404
NPR 173.429011
NZD 1.954946
OMR 0.453443
PAB 1.184408
PEN 3.989155
PGK 5.079035
PHP 69.680557
PKR 331.782131
PLN 4.222208
PYG 7875.092072
QAR 4.329654
RON 5.095662
RSD 117.416885
RUB 90.476221
RWF 1732.876805
SAR 4.422659
SBD 9.502817
SCR 16.389742
SDG 709.342365
SEK 10.551968
SGD 1.498998
SHP 0.884771
SLE 28.863016
SLL 24729.064203
SOS 677.426358
SRD 44.842382
STD 24408.866168
STN 24.476076
SVC 10.363653
SYP 13042.416233
SZL 18.967656
THB 37.188904
TJS 11.062064
TMT 4.139298
TND 3.417065
TOP 2.839441
TRY 51.295343
TTD 8.018906
TWD 37.243063
TZS 3050.273424
UAH 51.045558
UGX 4230.52861
USD 1.179287
UYU 45.948851
UZS 14479.428382
VES 438.270999
VND 30663.828412
VUV 140.969154
WST 3.21511
XAF 655.310907
XAG 0.013545
XAU 0.000239
XCD 3.187083
XCG 2.134521
XDR 0.814972
XOF 654.800579
XPF 119.331742
YER 281.112568
ZAR 18.879387
ZMK 10615.001017
ZMW 23.242951
ZWL 379.73003
STF inicia votação sobre descriminalização do aborto
STF inicia votação sobre descriminalização do aborto / foto: Mauro Pimentel - AFP/Arquivos

STF inicia votação sobre descriminalização do aborto

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a votar, nesta sexta-feira (22), em plenário virtual, a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gravidez, em uma sessão que foi suspensa após a solicitação de um ministro para realizá-la de forma presencial em uma data ainda a definir.

Tamanho do texto:

O STF analisa se as mulheres que decidirem abortar durante os três meses iniciais da gestação devem ser punidas criminalmente.

Atualmente, o aborto voluntário é considerado crime com penas de até quatro anos de prisão, e é permitido apenas quando há risco à vida da mãe, má-formação do feto, ou quando a gravidez é resultante de um estupro.

"A criminalização da conduta de interromper voluntariamente a gestação, sem restrição, não passa no teste da sub-regra da necessidade, por atingir o núcleo dos direitos das mulheres à liberdade, à autodeterminação, à intimidade, à liberdade reprodutiva e à sua dignidade", declarou a ministra Rosa Weber, ao anunciar seu voto a favor, o único manifestado durante a primeira sessão, realizada de forma virtual.

A votação foi suspensa logo em seguida, a pedido do ministro Roberto Barroso para que a plenária fosse realizada de forma presencial.

O tribunal agora deve decidir uma data para votá-lo.

Os outros 10 juízes do STF ainda não se manifestaram.

- "Confiem em nossas decisões" -

Caso o STF alcance maioria para a descriminalização do aborto, pessoas que realizarem o procedimento até 12 semanas de gestação não poderão ser punidas judicialmente. Isso não significa, porém, que o sistema público de saúde deva oferecer o procedimento.

A medida foi proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que em 2017 pediu ao STF que reconhecesse o direito constitucional de interromper a gestação.

O tema, sobre o qual o Congresso ainda não havia votado, apesar das diversas propostas apresentadas, divide o Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou publicamente "contra o aborto", ressaltando, entretanto, que cabe ao Poder Legislativo decidir sobre sua legalidade.

De acordo com uma pesquisa do Datafolha, cerca de 45% da população brasileira é a favor do aborto, enquanto 52% se manifestou contra, e o restante não sabe, ou não tem uma opinião definida sobre o assunto.

A ONG feminista Anis ressaltou em sua conta na plataforma X (antigo Twitter) que "mulheres e pessoas que gestam sabem decidir o que é melhor para suas vidas e seus futuros. Confiem nas nossas decisões!", comemorando o voto de Weber.

Já o senador Carlos Viana, presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso, declarou estar "indignado" com a decisão do STF, que, segundo ele, "segue insistindo em desrespeitar o Parlamento e a população" ao "legislar" sobre o aborto.

Uma pesquisa nacional sobre o tema em 2021, financiada pelo Fundo Nacional da Saúde, mostrou que uma em cada sete mulheres com até 40 anos já fez um aborto. Pelo menos 43% delas tiveram de ser hospitalizadas para concluir o procedimento.

Na América Latina, o aborto é legalizado na Argentina, Colômbia, Cuba e Uruguai.

A Suprema Corte de Justiça do México decidiu este mês descriminalizar este procedimento em todo o país, onde era permitido em apenas 12 dos 32 estados.

O aborto ainda é ilegal na Venezuela, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Haiti e República Dominicana, além do Chile, que abriu, no entanto, um precedente para que possa ser realizado em caso de risco à saúde da mãe, estupro, ou em caso de má-formação do feto.

Já nos Estados Unidos, a Suprema Corte, de maioria conservadora, reverteu no ano passado este direito vigente desde 1973.

K.Okada--JT