The Japan Times - UE defende imposto sobre o carbono na COP30, que entra em fase decisiva

EUR -
AED 4.224084
AFN 74.762268
ALL 93.498128
AMD 421.201327
AOA 1055.876671
ARS 1713.140858
AUD 1.638124
AWG 2.071783
AZN 1.958828
BAM 1.956807
BBD 2.317793
BDT 142.072251
BHD 0.433918
BIF 3414.942983
BMD 1.150192
BND 1.476954
BOB 13.664321
BRL 5.860119
BSD 1.150542
BTN 109.70504
BWP 15.691077
BYN 3.347609
BYR 22543.764309
BZD 2.314371
CAD 1.613352
CDF 2616.686726
CHF 0.930689
CLF 0.027093
CLP 1066.285338
CNY 7.769834
CNH 7.76685
COP 3616.962953
CRC 522.666768
CUC 1.150192
CUP 30.480089
CVE 110.320828
CZK 24.18825
DJF 204.924593
DKK 7.474776
DOP 66.764076
DZD 152.967465
EGP 58.833702
ERN 17.252881
ETB 183.887363
FJD 2.549282
FKP 0.854513
GBP 0.854535
GEL 3.007747
GGP 0.854513
GHS 13.452223
GIP 0.854513
GMD 85.11427
GNF 10102.200065
GTQ 8.780482
GYD 240.722865
HKD 9.019495
HNL 30.834604
HRK 7.536402
HTG 150.466798
HUF 364.390619
IDR 20758.666237
ILS 3.522981
IMP 0.854513
INR 109.784049
IQD 1507.569462
IRR 1581514.077744
ISK 142.198595
JEP 0.854513
JMD 182.183778
JOD 0.815533
JPY 183.149106
KES 148.627553
KGS 100.584301
KHR 4656.396861
KMF 495.158156
KRW 1653.998968
KWD 0.355939
KYD 0.958994
KZT 545.293576
LAK 26060.054877
LBP 103050.969382
LKR 386.318856
LRD 207.715115
LSL 19.034415
LTL 3.396219
LVL 0.69574
LYD 7.36279
MAD 10.750234
MDL 20.110352
MGA 4921.276487
MKD 61.561421
MMK 2415.162804
MNT 4136.115049
MOP 9.296605
MRU 46.249606
MUR 54.05866
MVR 17.781397
MWK 1995.401102
MXN 19.947062
MYR 4.698878
MZN 73.508516
NAD 19.034332
NGN 1570.000162
NIO 42.342592
NOK 10.91664
NPR 175.52959
NZD 1.958058
OMR 0.442273
PAB 1.150732
PEN 3.89916
PGK 5.152607
PHP 70.34694
PKR 319.600313
PLN 4.30598
PYG 6861.472259
QAR 4.206765
RON 5.245972
RSD 117.399001
RUB 91.156666
RWF 1689.369596
SAR 4.291525
SBD 9.294823
SCR 15.508106
SDG 690.114934
SEK 10.97749
SGD 1.476484
SLE 28.412545
SOS 657.635656
SRD 43.455983
STD 23806.653342
STN 24.507288
SVC 10.069183
SZL 19.031714
THB 38.4728
TJS 10.621621
TMT 4.037174
TND 3.383041
TRY 54.662648
TTD 7.813988
TWD 37.152928
TZS 3039.544097
UAH 51.362392
UGX 4321.205538
USD 1.150192
UYU 46.303432
UZS 13775.030758
VES 857.694073
VND 30250.626184
VUV 138.06003
WST 3.160761
XAF 656.294825
XAG 0.01999
XAU 0.000284
XCD 3.108452
XCG 2.073959
XDR 0.81458
XOF 656.289116
XPF 119.331742
YER 274.095263
ZAR 19.032516
ZMK 10353.108244
ZMW 21.615999
ZWL 370.361373
UE defende imposto sobre o carbono na COP30, que entra em fase decisiva
UE defende imposto sobre o carbono na COP30, que entra em fase decisiva / foto: Pablo Porciúncula - AFP

UE defende imposto sobre o carbono na COP30, que entra em fase decisiva

A União Europeia defendeu, nesta segunda-feira (17), que chegou a hora de precificar o carbono, uma proposta recebida com receio na COP30, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em Belém, que entrou em sua fase decisiva.

Tamanho do texto:

A ONU, por sua vez, advertiu para o risco de obstruções em temas como a adaptação às mudanças climáticas e as finanças, questões-chave das negociações, que oficialmente terminam na próxima sexta-feira (21).

Nesta segunda, a COP30 passou para o nível ministerial e a presidência da conferência, a cargo do Brasil, anunciou que fará sessões noturnas para ampliar os debates.

O anfitrião também aproveitou a sessão plenária para apresentar aos outros países recantos naturais da Amazônia, imortalizados pelo renomado fotógrafo Sebastião Salgado, falecido em maio passado aos 81 anos.

"Peço-lhes que abordem rapidamente os temas mais difíceis", disse o secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell. "Não podemos nos dar ao luxo de perder tempo com obstruções", acrescentou.

- Protecionismo -

Uma das medidas ambientais da UE, conhecida como "imposto sobre o carbono" das importações, é um dos pontos de atrito em Belém.

"A precificação do carbono é algo que devemos buscar com o maior número possível de países e o mais rápido possível", disse Wopke Hoekstra, comissário europeu do Clima, entre os presentes na reunião.

O argumento dos europeus é que permitir a entrada de produtos que não atendam aos padrões ambientais da UE representa uma concorrência desleal.

China, Índia e outros países aliados consideram que esse Mecanismo de Ajuste na Fronteira por Carbono (CBAM), da UE, é na verdade uma barreira ao comércio.

Em fase de testes desde 2023, o CBAM se concentra nas importações de produtos que geram altas emissões de carbono, como o aço, o alumínio, o cimento, os fertilizantes, a eletricidade e o hidrogênio.

Sua aplicação integral está prevista para 2026.

"Muitas delegações fizeram referência explícita ao CBAM da União Europeia como o novo capítulo" no tema do protecionismo, explicou à AFP uma fonte negociadora latino-americana sob a condição do anonimato.

- Reagir às más notícias -

 

No entanto, grandes economias, da China à Arábia Saudita, não querem uma decisão que implique que até agora não estão fazendo o suficiente.

Por fim, muitos países do Sul, especialmente os africanos, querem lembrar aos países desenvolvidos a insuficiência de seu financiamento para os países em desenvolvimento.

O Brasil também pretende levar adiante um "mapa do caminho" para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, cujas emissões são as grandes responsáveis pelo aquecimento global.

- "Arca de Noé" -

É "uma espécie de Arca de Noé para que a gente possa olhar para nós mesmos e dizer [que] cada um de nós construiu esse processo", disse a ministra de Meio Ambiente e Mudança do clima, Marina Silva, referindo-se ao mapa do caminho.

A iniciativa é apoiada por países como França, Espanha e Colômbia, mas enfrenta a oposição de grandes produtores de petróleo, como a Arábia Saudita.

"A ideia é ver de que maneira costuramos esse mapa do caminho, definimos um calendário e marcos concretos", algo fundamental para manter "viva" a meta do Acordo de Paris de conter o aquecimento global a +1,5ºC, disse a ministra espanhola para a Transição Ecológica, Sara Aagensen.

Nesta segunda, centenas de indígenas marcharam em Belém para pedir que os combustíveis fósseis sejam deixados para trás, e especialmente a exploração de petróleo na Amazônia, a maior floresta tropical do planeta.

"Manter a floresta em pé é manter a gente em vida, é manter nosso futuro", disse à AFP João Gabriel Gama, de 20 anos, indígena do povo Kumaruara, do Pará.

Os indígenas criticaram o projeto de exploração de petróleo na bacia da foz do rio Amazonas, aprovado recentemente e apoiado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

K.Yoshida--JT