The Japan Times - ONU pede US$ 47 bilhões de ajuda humanitária para enfrentar um 'mundo em chamas'

EUR -
AED 4.185561
AFN 75.79615
ALL 93.944644
AMD 416.64149
AOA 1045.109397
ARS 1703.679015
AUD 1.628918
AWG 2.051469
AZN 1.941354
BAM 1.958816
BBD 2.296235
BDT 140.626518
BHD 0.429962
BIF 3405.944029
BMD 1.139705
BND 1.471666
BOB 12.660493
BRL 5.793579
BSD 1.140055
BTN 110.032414
BWP 15.748247
BYN 3.270035
BYR 22338.213469
BZD 2.29293
CAD 1.605217
CDF 2575.732664
CHF 0.929651
CLF 0.027408
CLP 1078.719497
CNY 7.718195
CNH 7.711904
COP 3668.322151
CRC 518.798779
CUC 1.139705
CUP 30.202176
CVE 110.435033
CZK 24.137832
DJF 203.012572
DKK 7.475711
DOP 66.392222
DZD 152.036085
EGP 58.447027
ERN 17.095572
ETB 184.010916
FJD 2.565819
FKP 0.855462
GBP 0.853667
GEL 2.991686
GGP 0.855462
GHS 13.258414
GIP 0.855462
GMD 84.337787
GNF 10002.400392
GTQ 8.697391
GYD 238.517238
HKD 8.937622
HNL 30.536015
HRK 7.537435
HTG 149.059502
HUF 360.546704
IDR 20467.957943
ILS 3.47194
IMP 0.855462
INR 110.058497
IQD 1493.499496
IRR 1567094.05738
ISK 143.021352
JEP 0.855462
JMD 180.828416
JOD 0.808067
JPY 186.431196
KES 147.587842
KGS 99.667226
KHR 4610.098028
KMF 494.632232
KRW 1664.482008
KWD 0.3534
KYD 0.950063
KZT 542.0646
LAK 25814.746181
LBP 102091.987934
LKR 383.119878
LRD 206.347707
LSL 19.255948
LTL 3.365252
LVL 0.689396
LYD 7.295232
MAD 10.676438
MDL 20.150024
MGA 5051.778069
MKD 61.669951
MMK 2393.379184
MNT 4096.094824
MOP 9.208879
MRU 45.502058
MUR 54.044921
MVR 17.608531
MWK 1976.843686
MXN 19.873659
MYR 4.654782
MZN 72.82441
NAD 19.255948
NGN 1558.60362
NIO 41.954596
NOK 10.914776
NPR 176.052062
NZD 1.964144
OMR 0.438405
PAB 1.140055
PEN 3.879774
PGK 5.099852
PHP 70.327781
PKR 316.678881
PLN 4.313857
PYG 6892.612346
QAR 4.144581
RON 5.226798
RSD 117.571021
RUB 88.963104
RWF 1679.88647
SAR 4.288141
SBD 9.210074
SCR 15.370087
SDG 684.381918
SEK 11.030376
SGD 1.469165
SLE 27.609377
SOS 651.5031
SRD 43.07229
STD 23589.58766
STN 24.53778
SVC 9.975359
SZL 19.253644
THB 38.328083
TJS 10.516993
TMT 3.988967
TND 3.379203
TRY 53.971976
TTD 7.745926
TWD 36.854976
TZS 3010.558676
UAH 51.092065
UGX 4297.61691
USD 1.139705
UYU 45.780487
UZS 13797.243196
VES 844.864738
VND 29997.029516
VUV 135.252306
WST 3.141391
XAF 656.968514
XAG 0.0191
XAU 0.000278
XCD 3.080109
XCG 2.054664
XDR 0.817058
XOF 656.968514
XPF 119.331742
YER 271.876395
ZAR 19.048251
ZMK 10258.709666
ZMW 21.119517
ZWL 366.984471
ONU pede US$ 47 bilhões de ajuda humanitária para enfrentar um 'mundo em chamas'
ONU pede US$ 47 bilhões de ajuda humanitária para enfrentar um 'mundo em chamas' / foto: Elodie LE MAOU - AFP

ONU pede US$ 47 bilhões de ajuda humanitária para enfrentar um 'mundo em chamas'

A ONU pediu nesta quarta-feira (4) a quantia de 47,4 bilhões de dólares (286 bilhões de reais) para proporcionar ajuda a quase 190 milhões de pessoas que enfrentarão as consequências dos conflitos e das mudanças climáticas em 2025.

Tamanho do texto:

"O mundo está em chamas", afirmou Tom Fletcher, subsecretário de Assuntos Humanitários das Nações Unidas. "A combinação de conflito, crise climática e desigualdade criou uma tempestade perfeita", disse.

"Estamos enfrentando uma crise múltipla em escala mundial e as pessoas mais vulneráveis pagam o preço", destacou.

No ano passado, a ONU conseguiu ajudar 116 milhões de pessoas em todo o planeta.

Especialistas calculam que quase 305 milhões de pessoas precisarão de ajuda humanitária no próximo ano, mas os 47,4 bilhões de dólares solicitados — quantia levemente inferior ao que foi solicitado há um ano — devem ajudar apenas 190 milhões.

Fletcher, que acaba de assumir o cargo, disse que teria sido mais fácil pedir uma quantia recorde, como nos anos anteriores. Contudo, ele ressaltou a importância de "estabelecer prioridades diante da falta de financiamento, mesmo que isso signifique decisões difíceis".

"Se conseguirmos um ano excepcional de financiamento, poderemos superar os 190 milhões", disse.

Até novembro, a ONU havia recebido apenas 43% dos quase 50 bilhões de dólares solicitados para 2024.

"Devemos nos concentrar em chegar nas pessoas que mais precisam e ser realmente implacáveis a respeito da alocação de recursos e áreas em que poderemos ter o maior impacto", enfatizou.

- 2024, um ano catastrófico -

As consequências do déficit de financiamento são "graves", lamenta a ONU.

Em 2024, a ajuda alimentar caiu 80% na Síria. A assistência de água e saneamento foi reduzida no Iêmen, país afetado pela cólera.

"O sistema humanitário está sobrecarregado, subfinanciado e é vítima de ataques", disse Fletcher. "Precisamos de um impulso de solidariedade global diante do esgotamento dos doadores", acrescentou.

Com o temor de que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, reduza seu apoio financeiro às organizações internacionais, Fletcher anunciou que viajará a Washington nos próximos meses para "dialogar com o novo governo".

A fadiga dos doadores, no entanto, não se limita aos Estados Unidos, explicou. Ele pretende visitar outras capitais para "abrir portas" e convencer os doadores tradicionais, além de buscar "novos aliados".

Contudo, o maior obstáculo para prestar assistência e proteger as pessoas em conflitos armados é a violação generalizada do direito internacional humanitário, alerta a ONU.

O ano de 2024 já é considerado o mais letal para os trabalhadores humanitários, com um balanço que supera 280 mortes de 2023.

Segundo Fletcher, 2024 foi "catastrófico" para as populações que recebem assistência da ONU.

Gaza, Ucrânia, Sudão, Líbano, Síria... "2024 foi um dos anos mais brutais da história recente" para os civis afetados por conflitos, destacou a organização, e "se medidas urgentes não forem adotadas, 2025 pode ser ainda pior".

Em meados de 2024, quase 123 milhões de pessoas haviam sido deslocadas por conflitos e pela violência, no 12º aumento anual consecutivo.

Paralelamente, desastres climáticos arrasam várias regiões e provocam deslocamentos em larga escala.

"Não se trata apenas de vários conflitos ao mesmo tempo, e sim que duram mais tempo, 10 anos em média", disse Fletcher.

"Quanto mais duram as crises, mais sombrias são as perspectivas. A expectativa de vida diminui, as taxas de vacinação desabam, a educação sofre, a mortalidade materna dispara e o fantasma da fome se intensifica", concluiu.

S.Yamada--JT